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O ex-ativista  italiano Cesare Battisti foi preso na Bolívia no início deste ano e desembarcou em Roma no dia 14 de janeiro
O ex-ativista italiano Cesare Battisti foi preso na Bolívia no início deste ano e desembarcou em Roma no dia 14 de janeiro
Foto: ALESSANDRA TARANTINO/ASSOCIATED PRESS

Battisti reconhece pela 1ª vez autoria de 4 homicídios

A admissão de culpa de Battisti foi divulgada pelo procurador-chefe de Milão

O ex-ativista de esquerda italiano Cesare Battisti, que ficou 40 anos foragido, admitiu que é responsável por quatro assassinatos cometidos nos anos 1970, além de ter ferido gravemente três pessoas e praticado diversos roubos para autofinanciar-se, informa a imprensa italiana nesta segunda-feira.

A admissão de culpa de Battisti foi divulgada pelo procurador-chefe de Milão, Francesco Greco, em entrevista coletiva. "Com essa admissão, ele esclarece muitas polêmicas, rende honras às forças de ordem e à magistratura de Milão e reconhece que atuou neste anos de maneira brutal", completou Greco.

Pouco depois da divulgação da notícia sobre o reconhecimento de Battisti, o presidente brasileiro, Jair Bolsonaro, comentou o caso em sua conta no Twitter.

"Battisti, 'herói' da esquerda, que vivia colônia de férias no Brasil proporcionada e apoiada pelo governo do PT e suas linhas auxiliares (PSOL, PCdoB, MST) confessou pela 1ª vez participação em 4 assassinatos", escreveu o presidente. "Por anos denunciei a proteção dada ao terrorista, aqui tratado como exilado político. Nas eleições, firmei o compromisso de mandá-lo de volta à Itália para que pagasse por seus crimes. A nova posição do Brasil é um recado ao mundo: não seremos mais o paraíso de bandidos!", completou Bolsonaro em uma segunda mensagem. Bolsonaro publicou também uma foto do italiano ladeado de parlamentares de esquerda, entre eles o petista Eduardo Suplicy (PT) e os psolistas Ivan Valente, Chico Alencar e José Nery.

Foragido da Justiça italiana por quase 40 anos, Battisti chegou ao Brasil em 2004 e viveu clandestinamente até ser preso no Rio, em 2007. No último dia de seu segundo mandato, no entanto, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva concedeu asilo político para o italiano e impediu sua extradição.

O status, no entanto, foi retirado pelo presidente Michel Temer no ano passado, o que levou o italiano a deixar o País. Ele foi preso na Bolívia no início deste ano e desembarcou em Roma no dia 14 de janeiro. De acordo com o procurador antiterrorismo Alberto Nobili, Battisti, de 64 anos, afirmou que "fala (apenas) do que é responsável e não falará (dos possíveis crimes) de mais ninguém".
(EC)

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