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Familiares choram diante do caixão de uma das vítimas dos atentados a bomba em igrejas e hotéis, que ocorreu domingo
Familiares choram diante do caixão de uma das vítimas dos atentados a bomba em igrejas e hotéis, que ocorreu domingo
Foto: GEMUNU AMARASINGHE/ASSOCIATED PRESS

Políticos estão entre vítimas de atentado no Sri Lanka

Os atentados a bomba em igrejas e hotéis de luxo no Sri Lanka no domingo (21) deixaram 290 mortos confirmados até o momento.

Acredita-se que a maioria das vítimas era natural do país, mas ao menos 35 eram estrangeiros. Perderam suas vidas oito britânicos, cinco indianos, três dinamarqueses, dois turcos, dois australianos, um português, um de Bangladesh, além de "diversos cidadãos americanos", nas palavras do secretário de Estado dos EUA, Mike Pompeo.

A chef de cozinha do Sri Lanka Shantha Mayadunne e sua filha, Nisanga Mayadunne, estão entre os óbitos. Shanta era uma personalidade famosa no país: foi a primeira mulher a apresentar um show gastronômico ao vivo na TV. Ela estava no ramo da culinária há mais de três décadas. Sua filha, que tinha por volta de 30 anos, estudava na Universidade de Londres, cidade onde morava.

Os indianos que morreram eram ligados a partidos políticos: Lakshmana Gowda Ramesh, K.M. Lakshminarayan, K.G. Hanumantharayappa, M. Rangappa e Narayan Chandrashekha. Dois deles, K. G. Hanumantharayappa e M. Rangappa, faziam parte do Janata Dal Secular (JDS), legenda de Bangalore, no sul do país, integrante da coalizão governista do estado de Karnataka. Outra vítima foi a relações públicas japonesa Kaori Takahashi. Ela tinha por volta de 30 anos e estava tomando café da manhã em um dos hotéis com o marido e uma criança que, acredita-se, seja seu filho - ambos sobreviveram. Takahashi trabalhava com expatriados japoneses no Sri Lanka.

Dois engenheiros turcos que trabalhavam em um projeto na ilha perderam suas vidas, informou o ministro do Exterior turco, Meylut Cayusoqlu. São eles Serhan Selcuk Narici e Yigit Ali Cavus. Um perfil no Facebook que parece ser o de Narici registrava Colombo, a maior cidade do Sri Lanka, como sua cidade de residência desde março de 2017.

Anders Holch Povlsen, o homem mais rico da Dinamarca, perdeu três de seus quatro filhos. (FP)

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