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Luciano Bivar teme que surjam bandeiras não abraçadas pelo PSL, como a intervenção militar
Luciano Bivar teme que surjam bandeiras não abraçadas pelo PSL, como a intervenção militar
Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

Presidente do PSL diz que ato não faz sentido

PRÓ-BOLSONARO. 'Já ganhamos as eleições, já passou isso aí', disse Bivar em relação à manifestação marcada para domingo

Presidente nacional do PSL, partido do presidente Jair Bolsonaro, o deputado Luciano Bivar (PE) diz não ver sentido nas manifestações convocadas para este domingo (26) em apoio ao presidente. Mesmo assim, vai reunir as bancadas da Câmara e do Senado do partido para tomar uma decisão coletiva.

"[O presidente] não precisa [que as pessoas façam manifestação] porque ele foi institucionalmente e democraticamente alçado ao poder. Não cometeu nenhum crime de improbidade, não cometeu nenhum crime administrativo. Tem uma rede social imensa. Para que tirar o povo para uma coisa que já está dentro de casa? Já ganhamos as eleições, já passou isso aí", disse Bivar, nesta terça-feira. "Eu vejo sem sentido essa manifestação", completou.

Embora não acredite que os atos vão acirrar os ânimos no Congresso, já que uma das pautas é pressionar os partidos do chamado Centrão (grupo informal de legendas como DEM, PSD, PTB, PP e PR) a apoiar Bolsonaro, o presidente do partido teme que surjam bandeiras que não são abraçadas pelo PSL ou pelo governo, como a da intervenção militar.

"Pode haver algumas extrapolações. Nessas manifestações, existem pessoas infiltradas com cartazes fora do propósito que não representam a coisa", disse Bivar.

Bivar deveria se reunir com parlamentares do partido nesta terça-feira e minimiza o temor de que compareçam no domingo menos manifestantes que nos atos da semana passada contra os cortes na educação.

"Aos racionais, se o número não for suficiente, não é demonstração de fraqueza porque nada está me compelindo a ir a rua. Não é um desejo inquebrantável de algo de mau que vai acontecer no País. E isso desestimula [o comparecimento]", disse Bivar.

Bolsonaro considerava participar das manifestações convocadas para domingo, segundo relatos feitos ao jornal "Folha de S. Paulo". O presidente, contudo, afirmou a aliados nesta terça-feira que não vai participar das manifestações em apoio ao seu mandato.

A presença dele era defendida pelo núcleo ideológico do Palácio do Planalto, formado por seguidores do escritor Olavo de Carvalho. Para eles, a participação do presidente seria um gesto importante aos apoiadores.

O grupo moderado, que é composto pelos militares, no entanto, considerava a ida de Bolsonaro um erro. Para eles, o presidente sofrerá um desgaste independentemente da adesão do público.

Com movimentos de direita rachados, grupos que organizam as manifestações adaptaram o discurso para excluir motes radicais e tentar ampliar a adesão de apoiadores do governo Bolsonaro. (FP e EC)

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