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'Acho que é uma covardia sem precedentes [a demissão de Levy] de Guedes', disse Rodrigo Maia
'Acho que é uma covardia sem precedentes [a demissão de Levy] de Guedes', disse Rodrigo Maia
Foto: MARCELO CAMARGO/AGÊNCIA BRASIL

Demissão de Levy foi covardia sem precedentes, diz Maia

crítica. Presidente da Câmara criticou saída de Joaquim Levy da presidência do BNDES e do diretor de Mercado

O presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ,) criticou nesta segunda-feira a saída de Joaquim Levy da presidência do BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Social) e do diretor de Mercado de Capitais do banco, Marcos Barbosa Pinto.

"Acho que é uma covardia sem precedentes [a demissão de Levy]. Não digo que do presidente, mas de quem nomeou, o ministro que deveria garantir equilíbrio nessas relações [entre a equipe econômica e Bolsonaro]", afirmou em palestra sobre a reforma da Previdência em São Paulo, em evento sobre compliance e democracia promovido promovido pelo canal de TV "Bandnews". "Esse advogado que foi demitido do BNDES [Barbosa Pinto] é um dos caras que mais entende de política social no Brasil. Trabalhava com o Armínio [Fraga], estive com ele algumas vezes. É uma pena o Brasil ter perdido dois quadros da qualidade de Joaquim Levy e do Marcos Pinto da forma que eles foram retirados", afirmou. Maia disse que a reforma da Previdência deverá ser aprovada em comissão na Câmara no dia 26. No dia seguinte, afirmou que pretende instalar uma nova comissão para analisar o texto base da reforma tributária. Ele elogiou a proposta elaborada pelo tributarista Bernard Appy.

Sobre a recente fala do ministro da Economia Paulo Guedes, que criticou as mudanças propostas pelo relator da reforma da Previdência, Samuel Moreira (PSDB-SP), Maia diz pode ter o efeito colateral de favorecer a tramitação do texto.

"As crises que a gente vive, como a de sexta, fortalecem o comprometimento da Câmara. Acho que ajudam os governadores do Nordeste a vir para o processo. Se a proposta não é mais do Paulo Guedes, é do Congresso, facilita os partidos de esquerda a discutir o projeto com a gente", afirmou. (FP)

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