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Paciente foi picado por escorpião e médico mandou ele procurar outro hospital: 'O que eu tenho a ver se senhor não tem carro'
Paciente foi picado por escorpião e médico mandou ele procurar outro hospital: 'O que eu tenho a ver se senhor não tem carro'
Foto: REPRODUÇÃO/TV GLOBO

Homem é picado por escorpião e médico nega atendimento

Após ser picado por um escorpião, o pintor Sebastião Nicomendes de Oliveira ficou por algumas horas sem atendimento entre a noite da última segunda-feira e a madrugada de terça-feira (24). Quando percebeu o ataque, ele procurou atendimento na unidade mais perto da casa dele, o Hospital do Servidor Público Municipal.

Após esperar por mais de uma hora, Oliveira foi informado de que o Hospital não poderia atendê-lo e foi orientado a buscar uma unidade especializada no Butantã, na zona oeste, a cerca de 14 km de distância. O paciente explicou ao SP1 que já era madrugada, o metrô já estava fechado e ele não tinha condições de ir até lá.

Oliveira, solicitou então, a ajuda do Hospital do Servidor Público para que ele fosse levado de ambulância até ao posto de atendimento mais adequado. Esse pedido também foi negado. Segundo ele, o médico plantonista disse que a ambulância do hospital só poderia ser usada em caso de urgência e emergência e disse que ele deveria chamar o Samu. Oliveira diz ter percebido que o médico estava nervoso e por isso resolveu gravar a conversa.

No vídeo obtido pelo "G1", feito com um celular, não é possível ver o médico, apenas ouvir o que é dito. O paciente pergunta: "Como é que eu vou chegar no Butantã? Que eu tô com veneno no corpo como é que eu vou chegar no Butantã?".

O médico respondeu: "O que eu tenho a ver com o problema social do senhor não ter um carro?".

Oliveira conta que se sentiu humilhado. "Eu estou ferrado, o cara me humilha porque não tenho grana, porque não tenho carro", comenta.

Depois de ter a ajuda no hospital negada, sentindo muita dor, Oliveira foi até um batalhão da Polícia Militar que fica perto do hospital, onde foi atendido e passa bem.

Segundo a Secretaria Municipal de Saúde, o clínico geral que estava de plantão verificou que o paciente estava estável e que o local da picada não apresentava sinais de inflamação ou infecção, por isso não foi necessário acionar a remoção por ambulância.
(GSP)

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