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STJ decidiu manter o afastamento de Wilson Witzel do Governo do Rio de Janeiro
STJ decidiu manter o afastamento de Wilson Witzel do Governo do Rio de Janeiro
Foto: FERNANDO FRAZÃO/AGÊNCIA BRASIL

Wilson Witzel nega ter vazado informações

Governador afirmou que nem mesmo teve acesso a documentos do caso Marielle

O governador do Rio, Wilson Witzel (PSC), negou nesta quarta-feira, ter vazado qualquer informação das investigações sobre o assassinato da vereadora Marielle Franco (PSOL) e do motorista Anderson Gomes. Acusado do vazamento pelo presidente Jair Bolsonaro, Witzel afirmou que nem mesmo teve acesso a documentos do caso, que corre em segredo de Justiça.

Ele lamentou que o presidente, "num momento talvez de descontrole emocional", tenha feito acusações a ele. Disse esperar um pedido de desculpas como o que foi dirigido pelo presidente ao Supremo Tribunal Federal (STF) pela publicação de vídeo em que é comparado a um leão atacado por hienas. Uma delas é a Corte Suprema.

"Eu jamais vazei qualquer tipo de documento. (Nem) Sequer tive acesso a documentos que constem dessa investigação. Se esse documento vazou, como foi apresentado ontem por uma emissora de televisão, que a Polícia Federal investigue", afirmou o governador. "Se está no Supremo Tribunal Federal pode ter vazado ali dentro, em qualquer outro órgão. Tem que ser investigado. A investigação pode ser da PF, até porque há interesse da União, e eu estou à disposição", disse durante a inauguração do programa Segurança Presente, em Nova Iguaçu, na Baixada Fluminense.

Ao rebater as declarações de Bolsonaro, Witzel disse que recebeu "com muita tristeza" o que classificou de "levianas acusações". Ele mencionou por diversas vezes sua carreira na magistratura e chegou a dizer que em 17 anos nunca vazou nada, "muito menos interceptação telefônica". Era uma referência indireta ao suposto vazamento de ligações pelo atual ministro Sergio Moro enquanto juiz da Lava Jato. O governador do Rio destacou que respeita as instituições. Disse esperar que Bolsonaro reflita e peça desculpas ao povo do Rio de Janeiro.

"Não manipulo o Ministério Público, não manipulo a Polícia Civil Isso é absolutamente inadequado, contrário às instituições democráticas. A Polícia Civil no meu governo tem independência, o Ministério Público tem e sempre terá independência e, infelizmente, eu recebi com muita tristeza essas levianas acusações", disse. (EC)

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