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Segundo o ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, o estado de saúde da paciente é estável
Segundo o ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, o estado de saúde da paciente é estável
Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

Ministério da Saúde investiga caso suspeito de coronavírus no Brasil

O caso é de uma estudante de 22 anos atendida em Belo Horizonte e que viajou para a cidade de Wuhan, na China, epicentro da doença

O Ministério da Saúde informou nesta terça-feira (28) que investiga um caso suspeito de coronavírus no país. O caso é de uma estudante de 22 anos atendida em Belo Horizonte e que viajou para a cidade de Wuhan, na China, epicentro da doença.

Segundo o ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, o estado de saúde da paciente é estável. Após ser atendida, ela foi colocada em isolamento até o resultado de exames. Cerca de 14 pessoas que tiveram contato com a paciente estão sendo monitoradas.

Nesta segunda-feira (27), a OMS (Organização Mundial da Saúde) corrigiu a avaliação de risco diante do coronavírus de "moderado" para "alto". A medida levou o Ministério da Saúde a atualizar a definição de casos suspeitos.

Antes, eram considerados como suspeitos os casos de pessoas com sintomas respiratórios, como febre, tosse e dificuldade para respirar, e com histórico de viagens a região de Wuhan nos últimos 14 dias antes do início dos sintomas.

Agora, passam a ser considerados como suspeitos aqueles com histórico de viagens a toda a China 14 dias antes do início dos sintomas. O intervalo corresponde ao período de incubação do vírus -tempo entre infecção até o desenvolvimento dos sintomas.

Mandetta diz que ainda que a pasta desaconselha viagens à China neste momento. "Não sendo estritamente necessário, recomendamos que não façam viagens até que o quadro todo esteja bem definido", afirma, citando a ausência de dados completos sobre a extensão da transmissão do novo coronavírus.

Ainda de acordo com o ministério, desde 18 de janeiro, outros nove casos de pessoas com sintomas respiratórios chegaram a ser notificados por secretarias de saúde para serem avaliados, mas nenhum se enquadrava na definição de casos suspeitos. Resultados de exames feitos nos pacientes também descartaram o quadro.

Atualmente, não há hoje um teste rápido para o coronavírus, mas é possível fazer exames laboratoriais que verificam se o padrão do vírus é equivalente ao identificado na China.

Na última semana, a pasta ativou um centro de operações de emergência para monitorar o registro de possíveis casos. O centro, formado por especialistas em emergência em saúde pública, foi ativado em nível 1, entre três possíveis, o que indica um alerta inicial, visando a preparação da rede de saúde.

Com o registro de um caso suspeito em investigação, o nível de alerta passa agora a nível 2.

"Na medida em que identificamos o primeiro caso que se enquadrou na definição, entramos no nível 2, que é de perigo iminente [do vírus chegar ao país]. E caso temos alerta, sem casos suspeitos, a partir do primeiro caso, declaramos emergência de saúde pública de importância nacional", diz o secretário de vigilância em saúde, Wanderson Oliveira.

Ele explica que o termo adotado para classificação de cada nível segue protocolos de saúde.

Para o ministro, a mudança no nível de alerta visa indicar à rede de saúde a necessidade de maior atenção devido à possibilidade do vírus chegar ao país.

Não se trata, porém, de um risco iminente de surto ou epidemia, afirma, mas sim de receber casos no país.

"Falamos em perigo iminente quando se tem um vírus novo e a informação de que se tem transmissão sustentada em outro país, e pessoas que estiveram nesse país se movimentam em quantidade grande, o que se tem o perigo do vírus entrar em território nacional", afirma Mandetta. "Precisamos ver como o vírus vai se comportar em países que não têm a mesma densidade populacional que a China."

Apesar do alerta, ele diz que a rede de saúde está preparada para atender possíveis casos.

"É um momento de tranquilizar a população brasileira. Não temos hoje nenhum caso sustentado de circulação no Brasil", diz o ministro. "Não é motivo nenhum para termos qualquer tipo de pânico, mas de sermos cautelosos", afirma ele, que lembra que o SUS já atendeu a outras situações semelhantes de emergência, como a SARS e o zika. "Estamos preparados para monitorar todo esse quadro e aguardar o que a ciência coloca."

Ele ressalta que a extensão da transmissão do novo vírus ainda é avaliada, mas que dados iniciais de outros países não apontam para uma transmissão rápida. Segundo o ministro, além dos casos notificados pelas secretarias de saúde, a pasta chegou a verificar 126 rumores de casos de coronavírus, mas nenhum estava nos critérios.

A recomendação para prevenção segue parâmetros semelhantes ao de outras infecções respiratórias, como evitar contato próximo com pessoas doentes e lavar as mãos com água e sabão.

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