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Por meio da sua conta no Twitter, a OMS tem feito vários desmentidos de tratamentos milagrosos
Por meio da sua conta no Twitter, a OMS tem feito vários desmentidos de tratamentos milagrosos
Foto: Louis Reed/Unsplash

Anúncio falso sobre coronavírus vira caso de polícia

No último dia 5, a dona de uma farmácia na região metropolitana de Curitiba foi autuada por policiais sob suspeita de promover a venda de polivitamínicos sob a promessa de prevenir contra a doença

Propagandas enganosas de produtos que supostamente protegem contra o novo coronavírus covid-19, como multivitamínicos orais e injetáveis, azul de metileno e ozonioterapia, têm circulado nas redes sociais e preocupado entidades médicas. Uma delas virou até caso de polícia. Na quinta passada (5), a dona de uma farmácia na região metropolitana de Curitiba (PR) foi autuada por policiais civis sob suspeita de promover a venda de polivitamínicos sob a promessa de prevenir contra o coronavírus.

No anúncio, a caixa com 90 cápsulas do suplemento era oferecida numa promoção, de R$ 90 por R$ 79,99. O estabelecimento dizia que o produto era um tratamento completo, de três meses, contra o coronavírus. Em grupos de WhatsApp também circula um vídeo de um suposto médico recomendando "imunomodulação com altas doses injetáveis de vitaminas D e C e aminoácidos" como forma de proteção.

"É só você ligar aqui na clínica e agendar o seu imunoshot", diz ele.

Na mensagem, o homem afirma que a SBI (Sociedade Brasileira de Infectologia) preconiza o reforço de imunidade como a única estratégia preventiva à infecção de coronavírus.

A entidade divulgou nota de repúdio negando a recomendação. No comunicado, a SBI também diz que não há evidência científica de que o tal "imunoshot" previna contra a infecção.

"Ainda não temos nenhum tratamento ou vacina que comprovadamente previna contra o coronavírus. Estão aproveitando dessa situação, da boa-fé das pessoas, para lucrarem em cima", diz o infectologista Leonardo Weissmann, consultor da SBI.

Segundo ele, a sociedade também recebeu diversos questionamentos sobre a eficácia da ozonioterapia contra o coronavírus, após publicação de propaganda por uma clínica de estética. De novo, não há nenhuma evidência sobre a eficácia e segurança do tratamento para prevenir a infecção.

Por meio da sua conta no Twitter, a OMS tem feito vários desmentidos de tratamentos milagrosos, muitos alegando terem aval da organização e dos ministérios nacionais de saúde.

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