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Segundo a proposta, o profissional poderá ser contratado pela União, estado ou município
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Foto: Mário Oliveira/Semcom

Cerca de 45% dos internados por coronavírus no Brasil tem menos de 60 anos

Baixa adesão ao isolamento e a questão social do País seriam uma das causas, dizem especialistas

A pandemia do novo coronavírus no Brasil está se apropriando de um perfil diferente de outros países. No País, cerca de 45% internações são de pessoas entre 20 e 59 anos. No restante do mundo, os idosos são os que mais ficam internados pela doença. Médicos e especialistas afirmam que os dados refletem a baixa adesão do isolamento social e a questão social do Brasil.

Os dados são de um levantamento do Portal Covid-19 Brasil, que reúne cientistas e pesquisadores de instituições nacionais e são baseados no boletim do dia 3 Ministério da Saúde. “No Brasil, essa não é uma doença de gente idosa, de velhinho; é uma doença de gente mais nova”, afirmou a pneumologista Margaret Dalcolmo, pesquisadora da Fiocruz e uma das médicas do portal. “Para se ter uma ideia, 43% das pessoas internadas por covid no Rio têm menos de 50 anos.”

O Portal Covid-19 Brasil utiliza informações do Registro Civil, dados do Ministério da Saúde e os números de casos de síndrome respiratória aguda. O portal acredita que a soma destes números é o número real de infectados, incluindo aquelas que apresentam sintomas leves da doença e os assintomáticos. Eles também usam como base os óbitos, que mesmo subnotificados, são mais precisos.

“O número de mortes é maior entre os mais velhos, mas existe um significativo percentual de jovens sendo internado”, diz o especialista em modelagem computacional Domingos Alves, da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto, da Universidade de São Paulo (USP).

Em relação à letalidade no Brasil, as mortes no país seguem a faixa etária mundial, 85% são de pessoas acima de 60 anos, a maioria apresentando pelo menos uma comorbidade.

“Os mais jovens têm mais defesas imunológicas e, por isso, morrem menos. Mas isso não quer dizer que não adoeçam com gravidade e, muito menos, que sejam imunes à doença”, diz Dalcolmo.

Segundo os especialistas, a questão social também conta, assim como as medidas do isolamento social. “Os jovens em maior risco são os das classes mais baixas, que precisam sair para trabalhar e que moram em ambientes propícios à disseminação da doença, como as comunidades”, afirmou Dalcolmo.

 

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