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O presidente Jair Bolsonaro durante coletiva à imprensa no Palácio da Alvorada, em Brasília
O presidente Jair Bolsonaro durante coletiva à imprensa no Palácio da Alvorada, em Brasília
Foto: MArcello Casal Jr/Agência Brasil

Ministro se 'equivocou' em depoimento, diz Bolsonaro

Ministro-chefe da Secretaria de Governo afirmou que o presidente havia mencionado a Polícia Federal durante reunião ministerial

O presidente Jair Bolsonaro afirmou nesta quarta-feira que o ministro-chefe da Secretaria de Governo, Luiz Eduardo Ramos, “se equivocou” ao confirmar em depoimento que houve a menção à Polícia Federal na reunião ministerial do dia 22 de abril. Ramos afirmou ao depor, nesta terça-feira, que o presidente havia mencionado a instituição durante a reunião. Bolsonaro nega que tenha mencionado a PF no encontro.

A versão do presidente contraria também com a declaração do ministro Augusto Heleno, Gabinete de Segurança Institucional (GSI), que relatou que houve citação à PF quando o presidente cobrou relatórios de inteligência.

Na tarde de terça-feira foram ouvidos os ministros Ramos, Heleno e Walter Braga Netto no inquérito que apura as acusações do ex-ministro Sérgio Moro de que Bolsonaro tentou interferir no comando da Polícia Federal. Em seu depoimento, Ramos afirmou que Bolsonaro "nominou os órgãos da Abin, Forças Armadas, Polícia Federal e Polícia Militar dos Estados".

Bolsonaro rebateu o ministro e diz que houve um equívoco. “Ramos se equivocou. Mas como é reunião, eu tenho o vídeo. O Ramos, se ele falou isso, se equivocou”, contestou o presidente na manhã desta quarta ao falar com os jornalistas.

Já o general Heleno, chefe do GSI, seguiu a mesma linha de Ramos. Heleno informou que Bolsonaro reclamou de "escassez de informações de inteligência que lhe eram repassadas para subsidiar suas decisões, fazendo citações específicas à sua segurança pessoal", mencionando a Agência Brasileira de Inteligência (Abin), a Polícia Federal e o Ministério da Defesa.

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