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João Pedro foi morto dentro de casa durante uma ação policial no Complexo do Salgueiro, no Rio de Janeiro, na última segunda-feira
João Pedro foi morto dentro de casa durante uma ação policial no Complexo do Salgueiro, no Rio de Janeiro, na última segunda-feira
Foto: Reprodução/Twitter

Celulares de João Pedro e amigos foram levados pela polícia, diz amiga da família

Denúncia foi feita nas redes sociais por uma amiga da família; polícia confirmou que dois celulares foram apreendidos para perícia

Uma amiga da família de João Pedro Mattos Pinto, de 14 anos, morto durante ação policial, publicou uma mensagem nas redes sociais do governador do Rio, Wilson Witzel denunciando que os celulares do jovem e dos outros garotos que estavam com ele foram levados pela polícia.

João Pedro foi morto dentro de casa durante uma ação policial no Complexo do Salgueiro, no Rio de Janeiro, na última segunda-feira.

"Pra que? Já iniciaram uma investigação entre eles ou estão começando ali mesmo a destruição de provas concretas de um assassino? O sr. é pai de filho negro e favelado?", diz um trecho do texto.

A apreensão de dois aparelhos foi confirmada pela Delegacia de Homicídios de Niterói e São Gonçalo, que está investigando o caso. A delegacia informou que os aparelhos irão passar por perícia.

Policiais que estavam no helicóptero que transportou o garoto até o heliponto na Lagoa, na zona sul do Rio, devem depor nesta quinta-feira.

TIRO.

A suposta bala que atingiu o garoto foi encontrada. Com o projétil será possível realizar o confronto balístico, que compara a bala encontrada com as armas utilizadas durante a operação.

Uma pistola e três fuzis de policiais envolvidos na operação foram apreendidos. De acordo com os peritos, o disparo foi “alta energia cinética”, possivelmente de um fuzil.

CORREGEDORIA.

Além da investigação na Divisão de Homicídios, a Corregedoria da Polícia Civil também abriu um procedimento para investigar a conduta dos policiais na operação.

A investigação prevê uma resposta em relação ao socorro de João Pedro, a corregedoria quer entender o motivo da escolha de levar o garoto para ser socorrido no contêiner do Corpo de Bombeiros, que fica na Lagoa. Já que o Hospital Estadual Alberto Torres fica próximo ao local da operação.

Os policiais foram questionados sobre a decisão, eles alegaram que a decisão “foi uma decisão de momento”.

70 BURACOS.

Vizinhos que entraram na residência em que João foi atingido relataram que existem ao menos, 70 buracos de tiros nas paredes.

Na terça-feira (19), um dos garotos que estava na casa com João Pedro revelou que eles estavam jogando sinuca quando um helicóptero passou voando em volta da casa.

"Aí, eles começaram a dar tiro em direção ao morro. A gente entrou correndo para dentro de casa e ficou lá. Aí, todo mundo deitou no chão. Aí, depois, o primo de Duda viu, Matheus viu os policiais entrando e se agachando ali no deck da piscina. A gente foi, deitou no chão, levantou a mão. Matheus começou a gritar que só tinha criança", informou o jovem.

A defesa da família foi assumida pela Defensoria Pública do Estado e vai pedir uma cópia do inquérito à Polícia Civil.

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