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Sara Giromini foi presa no dia 15 deste mês pela Polícia Federal (PF), em Brasília
Sara Giromini foi presa no dia 15 deste mês pela Polícia Federal (PF), em Brasília
Foto: Reprodução Twitter

PF prende Sara Winter por protestos antidemocráticos

Prisão de Sara faz parte de uma operação da Polícia Federal, que investiga protestos antidemocráticos; outras cinco pessoas são investigadas

A ativista Sara Winter, do grupo armado de extrema direita "300 do Brasil", foi presa na manhã desta segunda-feira (15). A prisão de Sara faz parte de uma operação da Polícia Federal, que cumpre outros cinco mandados de prisão.

A prisão foi autorizada pelo Alexandre de Moraes, do STF (Supremo Tribunal Federal), no âmbito do inquérito que investiga protestos antidemocráticos.

Sara Winter foi levada para a superintendência da PF em Brasília. Os demais nomes alvos de pedido de prisão ainda não foram divulgados.

A defesa de Winter disse à reportagem que sua cliente foi alvo de um mandado de prisão preventiva, mas que ainda buscava mais detalhes sobre a ordem judicial.

Na noite de sábado (13), integrantes do grupo atacaram o prédio do STF com fogos de artifício. A pedido do presidente do tribunal, Dias Toffoli, a Procuradoria-Geral da República abriu investigação para a responsabilização dos autores.

Também no sábado, o governo do Distrito Federal, usando a Polícia Militar, recolheu barracas e outros utensílios de militantes do "300 do Brasil" sob a justificativa de que os acampamentos não são permitidos no local. Winter pediu a intervenção do presidente Jair Bolsonaro.

À tarde, liderado por Winter, um grupo de 20 pessoas rompeu a área cercada no entorno do Congresso e invadiu a laje do prédio. Após ação da Polícia Legislativa, eles foram para o gramado em frente ao espelho d'água. Ela afirmou ainda que vai "acampar" no Congresso.

Winter é investigada também no inquérito das fake news, que tramita no STF. Depois de ter sido alvo de busca e apreensão, Winter publicou um vídeo afirmando ter vontade de "trocar socos" com Alexandre de Moraes e prometendo infernizar a vida do ministro e persegui-lo. As declarações motivaram a expulsão da militante do DEM.

Em entrevista ao jornal “Folha de S.Paulo”, ela reconheceu que alguns membros estavam armados, embora tenha dito que as armas eram apenas para defesa do grupo e não para atividades de militância.

O inquérito para investigar os atos antidemocráticos no país foi autorizado por Alexandre de Moraes após manifestações do tipo terem sido realizadas em 19 de abril. O pedido de investigação foi feito pelo procurador-geral da República, Augusto Aras.

O objetivo de Aras é apurar possível violação da Lei de Segurança Nacional por "atos contra o regime da democracia brasileira por vários cidadãos, inclusive deputados federais, o que justifica a competência do STF".

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