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O vice-presidente da República, Hamilton Mourão  também comanda o Conselho da Amazônia
O vice-presidente da República, Hamilton Mourão também comanda o Conselho da Amazônia
Foto: Romério Cunha/VPR

Cobrado por investidores, Mourão diz que governo quer reduzir o desmatamento

Em reunião com investidores estrangeiros, o vice-presidente disse que governo tem plano para reduzir o desmatamento

O vice-presidente Hamilton Mourão defendeu nesta quinta-feira (9), em uma videoconferência com investidores estrangeiros, que o indígena seja "mais integrado" à sociedade e admitiu que é responsabilidade do governo atender aos povos tradicionais, porém não apresentou medidas concretas para isso. Mourão disse também que o plano do governo é realizar ações para reduzir o desmatamento na Amazônia.

"A ideia é que vamos ao longo do tempo, com a continuidade de operações repressivas e a entrada efetiva dos demais pilares que o ministro Ricardo Salles [do Meio Ambiente] colocou; que a ministra Tereza Cristina [da Agricultura] colocou sobre regularização fundiária e pagamento por serviços ambientais, que a gente vá pouco a pouco, para usar uma expressão gaúcha, arriconando os que cometem ilegalidades. Para que a gente chegue a um número de desmatamento que seja aceitável", declarou.

A videoconferência teve a presença de ministros, do vice-presidente e dos investidores estrangeiros, que no final de junho, enviaram carta aberta a embaixadas brasileiras na Europa, Japão e Estados Unidos pedindo uma reunião para discutir sobre a preservação do meio ambiente no Brasil.

Covid-19 e os indígenas

Ao falar sobre o coronavírus em aldeias, Mourão afirmou que os indígenas contraíram a Covid-19 devido a deslocamentos realizados por eles até as cidades para receber benefícios assistenciais ou fazer compras, e não devido a invasão ilegal de milhares de garimpeiros.

"A questão da chegada da pandemia nas terras indígenas... Não é porque têm elementos estranhos lá dentro que a pandemia chegou. As senhoras e os senhores têm que entender, na realidade amazônica, que o indígena sai de dentro da sua terra para ir até a cidade, seja para receber algum benefício, da nossa lei orgânica de assistência social, seja porque ele tem que comprar alguma coisa", disse o vice presidente em entrevista coletiva após conversa com investidores.

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Mourão afirmou, ainda, que seria uma tarefa "hercúlea" bloquear o território indígena para impedir "a entrada de gente", em referência aos garimpeiros. "Se nós vamos ter que bloquear a entrada, também vamos ter que bloquear a saída", declarou o vice-presidente, que também comanda o Conselho da Amazônia.

Sobre os vetos de Bolsonaro a diversos dispositivos da lei que regulamenta o combate à Covid-19 entre indígenas, quilombolas e comunidades tradicionais, Mourão afirmou que "o indígena se abastece da água dos rios que estão na sua região", mas admitiu que muitas vezes há contaminação justamente devido a presença do garimpo ilegal. "Se, porventura, algum rio daquele foi contaminado por atividade ilegal, notadamente garimpo, com uso de mercúrio, se leva água para esses grupos", limitou-se Mourão, sobre o assunto.

 

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