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Senadores não gostaram da afirmação do ministro Paulo Guedes
Senadores não gostaram da afirmação do ministro Paulo Guedes
Foto: José Cruz/Agência Brasil

Clima tenso

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Os senadores ficaram extremamente irritados com os ataques que o Senado Federal recebeu do ministro da Economia, Paulo Guedes, que afirmou que o Senado teria cometido um crime contra o País ao derrubar o veto 17. Já foi definido que Paulo Guedes terá que ir ao Senado prestar esclarecimentos de sua fala, o único senador que defendeu o ministro foi o líder do Governo, Fernando Bezerra (MDB-PE). Senadores lembraram que o próprio Paulo Guedes já havia feito acordo e concordado com o texto que foi aprovado e que a intenção do ministro foi jogar a opinião pública contra o Senado Federal, “mentiroso” foi uma das palavras mais repetidas entre os senadores.

Custou caro.
O “acordo” que teria sido feito pelo governo com deputados pela manutenção do veto prevê uma liberação de 4 bilhões em emendas para parlamentares. Foi a primeira negociação feita pelo novo líder do governo Ricardo Barros (Progressistas-PR) e já demonstrou como será sua linha de atuação. É o famoso “toma lá da cá” que Bolsonaro prometeu combater e agora faz apoia. “Viva o centrão” ironizaram os deputados que votaram pela derrubada do veto e foram derrotados após o acordo de Bolsonaro.

Bolsonaro no PSL?
A ala que não quer o Presidente de volta ao PSL lembra que Bolsonaro só quer voltar ao partido para poder usar o fundo eleitoral e o tempo de televisão nas próximas campanhas eleitorais. “Bolsonaro ainda não terminou nem os 2 anos de mandato e já está focado em fazer campanha pela reeleição” segundo um membro do diretório nacional do PSL que é contrário a volta de Bolsonaro e prefere que o partido tenha um outro candidato à presidência em 2022. O sonho seria o ex-ministro Sérgio Moro.

Crise aérea.
Preocupado com a crise enfrentada pelas companhias aéreas e o alto índice de desemprego no setor, em razão da Covid-19, o deputado federal paulista Coronel Tadeu (PSL) agendou uma reunião com urgência para tratar de soluções com os ministros da Infraestrutura e Economia, Tarcísio Freitas e Paulo Guedes, respectivamente. Tadeu é o presidente da Frente Parlamentar da Aviação Civil na Câmara dos Deputados.

Só ano que vem.
O Senado estendeu por mais seis meses seus trabalhos remotos. Pelas contas, apenas reiniciariam dia 2 de fevereiro, que é a retomada dos trabalhos legislativos de 2021.

Proteção.
O Congresso derrubou o veto que proíbe despejo de inquilinos durante emergência do coronavírus. Proibição de despejo valerá até 30 de outubro de 2020. A bancada paulista comemorou o feito.

"O governo parece se sobrepor a tudo — até mesmo à prioritária discussão sobre como evitar que a pandemia continue a fazer vítimas no Brasil. Talvez por isso o ministro da Economia esteja tão confuso. Só isso poderia explicar tão descabida reação à decisão do Senado de derrubar o veto presidencial."
Senador Alessandro Vieira - Cidadania-SE

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