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A deputada federal Flordelis (PSD-RJ), com o pastor Anderson do Carmo, executado com mais de 30 tiros em 2019
A deputada federal Flordelis (PSD-RJ), com o pastor Anderson do Carmo, executado com mais de 30 tiros em 2019
Foto: Reprodução

Deputada federal Flordelis é denunciada por suspeita de ordenar morte do marido

Investigação aponta motivação do crime foi financeira; polícia cumpriu 17 mandados de busca e apreensão na manhã desta segunda-feira

Nesta segunda-feira (24), nove pessoas foram presas por envolvimento na morte do marido da deputada federal Flordelis (PSD-RJ), pastor Anderson do Carmo, executado com mais de 30 tiros em 2019, no Rio de Janeiro.

De acordo com a força-tarefa da Operação Lucas 12, Flordelis é a mandante do crime. No entanto, ela não pôde ser presa devido a imunidade parlamentar. Segundo a polícia, a deputada tentou matar o marido ao menos seis vezes por envenenamento antes do homicídio e planejava a morte dele desde 2019.

A Polícia Civil e o Ministério Público do Rio cumpriram 17 mandados de busca e apreensão nas cidades de Niterói, Rio de Janeiro e São Gonçalo. Um dos endereços dos mandados foi a casa da deputada, cuja é o local do crime, em Niterói. Quatro filhos foram presos.

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Filhos foram presos por suspeita de envolvimento no crime

Segundo o delegado Allan Duarte, da Delegacia de Homicídios de Niterói, a deputada construiu um “enredo” para construir a igreja.

"A investigação demostrou que toda aquela imagem altruísta e de decência era apenas um enredo para alcançar a posição financeira e política. Depois que ela alcançou esse objetivo principal de chegar à Câmara dos Deputados, ela colocou em prática esse plano criminoso intrafamiliar", afirmou.

Ainda segundo o delegado, a motivação da morte foi financeira. "A gente percebeu que foram realizadas diversas tentativas de envenenamento com doses letais, e esse resultado não aconteceu antes por motivos alheios à vontade dos autores", destacou Duarte.

Arsênico

A deputada começou a envenenar o marido em maio de 2018, de acordo com o promotor Sérgio Luiz Lopes Pereira, do Grupo de Atuação Especializada e Combate ao Crime Organizado (Gaeco) do Ministério Público. Segundo o promotor, Flordelis utilizava arsênico de forma gradual e sucessiva na comida do pastor.

Denúncia

A deputada Flordelis responderá por homicídio triplamente qualificado, tentativa de homicídio duplamente qualificado, associação criminosa majorada, uso de documento ideologicamente falso e falsidade ideológica.

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