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Nesta segunda, durante evento sobre o coronavírus, Bolsonaro voltou a atacar jornalistas
Nesta segunda, durante evento sobre o coronavírus, Bolsonaro voltou a atacar jornalistas
Foto: Frederico Brasil/Futura Press/Folhapress

Maia e Gilmar Mendes defendem liberdade de imprensa após Bolsonaro ameaçar jornalista

Ao ser questionado sobre os depósitos feitos por Queiroz, Bolsonaro disse ter ‘vontade de encher sua boca cheia de porrada’; nesta segunda, o presidente voltou a insultar a imprensa

Após o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) agredir verbalmente um jornalista do jornal "O Globo", líderes do Congresso Nacional, dirigentes partidários e representantes do Poder Judiciário criticaram o ato. Em publicações, os líderes classificaram a fala como um atentado contra a liberdade de imprensa.

Neste domingo (23), ao ser questionado sobre os depósitos do ex-assessor do senador Flávio Bolsonaro (Republicanos-RJ), Fabrício Queiroz, na conta da primeira-dama, Michelle Bolsonaro, o presidente disse: “Vontade de encher sua boca de porrada”.

Já nesta segunda-feira (24), em um evento sobre o novo coronavírus, o presidente voltou a atacar jornalistas. Durante seu discurso no encontro batizado de "Brasil vencendo a Covid-19", no Palácio do Planalto, Bolsonaro não fez qualquer menção às vítimas ou a seus familiares, lembrou que foi já contaminado e voltou a insultar jornalistas. "Quando pega num bundão de vocês, a chance de sobreviver é bem menor", afirmou.

Manifestações contra atitude de Bolsonaro

O presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia, disse ao jornal “O Globo” que espera que o presidente "retome a postura mais moderada que vinha mantendo nos últimos 66 dias".

Em uma rede social, o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Gilmar Mendes, escreveu que a liberdade de imprensa é uma das bases da democracia. “É inadmissível censurar jornalistas pelo mero descontentamento com o conteúdo veiculado”.

Já o líder da oposição no Senado, Randolfe Rodrigues, informou que apresentará uma denúncia à Comissão Interamericana de Direitos Humanos da Organização dos Estados Americanos (OEA) sobre a violência contra a liberdade de expressão. Ele também repetiu a pergunta feita pelo jornalista.

O deputado federal Alessandro Molon criticou o presidente e disse que "o que se espera de um presidente é que ele se comporte à altura do cargo que ocupa". A deputada federal Natália Bonavides (PT-RN) disse protocolou uma denúncia contra Bolsonaro por constrangimento ilegal pela ameaça no Supremo.

“Hoje ele ameaçou agredir um jornalista para impedi-lo de fazer seu trabalho. Bolsonaro é um delinquente contumaz”, escreveu.

Também em uma rede social, o partido MDB defendeu “a liberdade de imprensa e o respeito aos jornalistas profissionais”. O partido também cobrou uma retratação do presidente.

O PSDB disse que o presidente volta a mostrar apreço por posturas “agressivas e antidemocráticas” e desrespeita a liberdade de imprensa. “Agindo assim, não nega apenas uma resposta ao jornalista; nega também a informação transparente aos brasileiros”.

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