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Presidente disse que a federação conta com quantidade suficiente para realizar 1ª etapa de imunização
Presidente disse que a federação conta com quantidade suficiente para realizar 1ª etapa de imunização
Foto: Isac Nóbrega/PR

Para Bolsonaro, laboratórios têm que ‘ir atrás’ para vender vacina contra Covid-19

Presidente minimiza demora para início da vacinação e acredita que não precisa ‘ir atrás’ do imunizante, pois ‘quem quer vender’ que precisa apresentar o produto

O presidente Jair Bolsonaro (sem partido) voltou a minimizar a demora para o início da vacinação contra Covid-19 no Brasil. De acordo com ele, os laboratórios deveriam estar interessados em pedir a autorização da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) para as vacinas poderem ser usadas aqui.

"O Brasil tem 210 milhões de habitantes, um mercado consumidor de qualquer coisa enorme. Os laboratórios não tinham que estar interessados em vender para a gente? Por que eles não apresentam documentação na Anvisa?", argumentou Bolsonaro a um grupo de apoiadores no Palácio da Alvorada. "Pessoal diz que eu tenho que ir atrás. Não, quem quer vender (que tem). Se sou vendedor, eu quero apresentar", completou.

Há acordos do governo federal para compra da vacina da AstraZeneca futuramente. Além disso, há um memorando de intenção de compra com diversos fabricantes, sendo o pré-acordo com a Pfizer o mais citado pelo ministro Eduardo Pazuello. Além disso, o Instituto Butantan espera distribuir a Coronavac pelo Brasil. Contudo, nenhuma delas tem autorização da Anvisa para começar a ser distribuída.

Bolsonaro também disse que os fabricantes dos imunizantes não se responsabilizam por eventuais efeitos colaterais e reforçou que não vai tomar vacina, pois já contraiu a Covid-19. "Agora, quem já foi contaminado, como eu, tem que tomar de novo?", afirmou o presidente.

Entretanto, mesmo com as falas sobre as vacinas, o presidente disse que "o cheque de R$ 20 bilhões" para a compra dos imunizantes já foi assinado por ele. "Tem muita gente de olho nesse dinheiro", disse, sem citar nomes. "Impressionante como uma ou outra pessoa que a gente conhece, não vou dizer o nome aqui, jamais se preocuparia com a vida do próximo. A preocupação é outra. Não vou falar qual que é", afirmou.

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