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A mobilização de 513 deputados para eleger quem comandará a Câmara é um desafio
A mobilização de 513 deputados para eleger quem comandará a Câmara é um desafio
Foto: José Cruz/Agência Brasil

Câmara avalia eleição remota para presidência devido à Covid-19

Data da eleição ainda não está marcada, mas possivelmente irá ocorrer no dia de 2 de fevereiro

A Câmara dos Deputados avalia se a eleição para a presidência da Casa será presencial ou de forma remota por causa da pandemia da Covid-19. A data da eleição ainda não está marcada, mas possivelmente irá ocorrer no dia de 2 de fevereiro.

A decisão sobre a forma da eleição e a data caberá ao atual presidente, Rodrigo Maia (DEM-RJ). Este ano devem disputar a presidência da Câmara, os deputados Arthur Lira (Progressistas-AL) e Baleia Rossi (MDB-SP).

A mobilização de 513 deputados para eleger quem comandará a Câmara no biênio 2021-2022 impõe um desafio logístico ao Legislativo por causa da pandemia, já que a votação é secreta e pode ter dois turnos.

Embora ainda não haja decisão sobre o assunto, o Arthur Lira, candidato apoiado pelo presidente Jair Bolsonaro (sem partido), já se articula para barrar eventual mudança no sistema de votação e seus aliados falam até em risco de ataques hackers.

A eleição na Câmara sempre foi presencial. São instaladas no fundo do plenário cabines de votação fechadas com cortinas para preservar o sigilo do voto e deputados formam longas filas à espera da vez de terem acesso às urnas. No caso de a votação ser feita no plenário, o número de pessoas terá de ser restrito.

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Caso a eleição seja remota, seria realizada pelo aplicativo Infoleg – que já é usado no celular pelos deputados ao longo deste ano para as votações de projetos. De acordo com técnicos da Casa, a ferramenta já foi desenvolvida com tecnologia que garante segurança inclusive no sigilo da votação secreta.

A Mesa Diretora da Câmara também estuda um modelo misto, no qual apenas os idosos, grupo de risco para o novo coronavírus, votariam de forma remota.

 

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