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Acelera afundamento de mina da Braskem em Maceió, diz Defesa Civil

A velocidade do afundamento está em 0,35 cm por hora, apresentando um movimento de 8,6 cm nas últimas 24h

Folhapress

Publicado em 09/12/2023 às 12:30

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O órgão mantém o aviso de alerta para o risco de colapso da mina 18 --esse é o segundo nível mais alto de alerta / Divulgação/UFAL

Aumentou a velocidade do afundamento do solo na mina 18 da Braskem, no bairro do Mutange, em Maceió (AL), de acordo com a Defesa Civil municipal.

A velocidade do afundamento está em 0,35 cm por hora, apresentando um movimento de 8,6 cm nas últimas 24h, segundo boletim emitido pelo órgão na manhã deste sábado (9). O rebaixamento já acumula 2,16 m.

No boletim divulgado na tarde de sexta-feira (8), a velocidade do afundamento estava em 0,21 cm por hora, com movimento de 5,2 cm nas 24 horas anteriores. O rebaixamento acumulado era de 2,09 m até então.

O órgão mantém o aviso de alerta para o risco de colapso da mina 18 --esse é o segundo nível mais alto de alerta.

Uma nota conjunta das coordenações municipal, estadual e nacional de Defesa Civil, publicada na quinta (7), apontou que a área com risco de colapso tem diâmetro de 78 metros, três vezes o raio da mina 18 e similar ao comprimento de uma piscina olímpica e meia.

A região tem sido monitorada constantemente após o aviso de risco iminente de colapso da mina da Braskem no fim de novembro. O perigo obrigou a evacuação de um hospital e da população localizada na região sob risco.

Ao redor do ponto com maior risco de colapso, técnicos estabeleceram uma área de segurança que continua com a proibição do trânsito de pessoas.

HISTÓRICO DO CASO

Os primeiros relatos sobre os danos no solo em Maceió surgiram em meio de tremores de terra no dia 3 de março de 2018. Na ocasião, o abalo fez ceder trechos de asfalto e causou rachaduras no piso e paredes de imóveis, atingindo cerca de 14,5 mil casas, apartamentos e estabelecimentos comerciais. Outros bairros, como Pinheiro, Bebedouro, Bom Parto e Farol também foram atingidos.

Ao todo, cerca de 20% do território da capital alagoana foi afetado, e cerca de 6 mil pessoas tiveram que deixar suas casas.

Em 2019, o Serviço Geológico do Brasil, órgão ligado ao Ministério das Minas e Energia, concluiu que as atividades de mineração da Braskem em uma área de falha geológica causaram o problema.

Na época, a mineradora tinha em área urbana 35 poços de extração de sal-gema, material usado para produzir PVC e soda cáustica. Os poços estavam pressurizados e vedados, porém a instabilidade das crateras causou danos ao solo, que foram visíveis na superfície.

A exploração do minério começou em 1979 e se manteve até maio de 2019, quando foi suspensa pela Braskem um dia após a divulgação do laudo pelo Serviço Geológico.

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