Publicidade

X

Brasil

Agressor de empresária teria dado nome falso

ALINE

Publicado em 19/02/2019 às 01:00

Comentar:

Compartilhe:

A-

A+

Publicidade

Elaine Caparróz, de 55 anos foi espancada durante quatro horas pelo advogado Vinícius Batista Serra, de 27 anos, em 1º encontro / /Reprodução TV Globo

As imagens das paredes repletas de sangue e do apartamento completamente revirado dão a dimensão da violência sofrida pela empresária Elaine Caparróz, de 55 anos. Ela foi espancada durante quatro horas pelo advogado Vinícius Batista Serra, de 27 anos, com quem havia se encontrado pela primeira vez na noite de sábado, 16. O agressor foi preso em flagrante, depois que os vizinhos ouviram pedidos de socorro e chamaram a polícia, e teria entrado no local usando nome falso para se identificar na portaria.

Elaine está internada em estado grave na UTI do Hospital Casa de Portugal, no centro do Rio de Janeiro, e terá ainda que passar por cirurgias reparadoras. De acordo com o irmão de Elaine, Rogério Peres Caparróz, a empresária tem diversas fraturas graves, trauma de pulmão e dos rins. A hipótese de um edema cerebral, no entanto, foi descartada. "Cada vez que eu vou lá e olho para ela, não reconheço a minha irmã; ele a desfigurou completamente", contou. "Ela está com fraturas em toda a face, no nariz, no globo ocular, maxilar, dentes; além disso, está com trauma de pulmão e pode evoluir para uma insuficiência renal. Os braços dela estão cheios de mordidas."

A empresária contou ao irmão que conheceu Vinícius em uma rede social e vinha conversando com ele há oito meses. No último sábado, resolveram se encontrar pela primeira vez. Elaine o convidou para jantar em seu apartamento, na Barra da Tijuca.. "Eles já conversavam há oito meses, ela o acompanhava na rede social, tinha amigos em comum, se sentiu à vontade para encontrá-lo. Comprou queijos e vinhos para recebê-lo e conversarem", contou Rogério. Ainda segundo o relato de Elaine para o irmão, como foi ficando tarde, Vinícius pediu para dormir no apartamento da empresária, a abraçou e pediu que ela dormisse com a cabeça em seu peito. "Ela estava há um ano sem ninguém, achou que seria a chance de estar com um cara legal." De madrugada, Elaine acordou sendo agredida violentamente. A sessão de tortura durou cerca de quatro horas, segundo o irmão da vítima. "Ela gritava: 'Para, para pelo amor de Deus', mas ele continuava batendo, xingando, mordendo, esmurrando ela." Os gritos de Elaine acabaram chamando a atenção de vizinhos e dos porteiros. Quando conseguiram entrar no apartamento, encontraram a mulher desacordada. Vinícius ainda tentou escapar, mas foi detido na portaria. A polícia chegou em seguida e o prendeu em flagrante.

O advogado foi levado para a Cadeia Pública Frederico Marques, em Benfica, na zona norte. Segundo o delegado Rodrigo Freitas de Oliveira, da 16ª Delegacia de Polícia, na Barra, na zona oeste, pela gravidade das agressões a conclusão é de que o acusado tentou matar Elaine. Ele vai responder por tentativa de feminicídio. À polícia, o agressor disse que tomou vinho e acordou de madrugada em "surto". (EC e GSP)

Apoie a Gazeta de S. Paulo
A sua ajuda é fundamental para nós da Gazeta de S. Paulo. Por meio do seu apoio conseguiremos elaborar mais reportagens investigativas e produzir matérias especiais mais aprofundadas.

O jornalismo independente e investigativo é o alicerce de uma sociedade mais justa. Nós da Gazeta de S. Paulo temos esse compromisso com você, leitor, mantendo nossas notícias e plataformas acessíveis a todos de forma gratuita. Acreditamos que todo cidadão tem o direito a informações verdadeiras para se manter atualizado no mundo em que vivemos.

Para a Gazeta de S. Paulo continuar esse trabalho vital, contamos com a generosidade daqueles que têm a capacidade de contribuir. Se você puder, ajude-nos com uma doação mensal ou única, a partir de apenas R$ 5. Leva menos de um minuto para você mostrar o seu apoio.

Obrigado por fazer parte do nosso compromisso com o jornalismo verdadeiro.

VEJA TAMBÉM

ÚLTIMAS

CASOS EM ALTA

Dengue: grávidas e bebês podem usar repelentes?

Na busca por proteção, a procura por repelentes aumentou nas farmácias de todo o País; dermatologista orienta sobre o uso

DRAMA ALVINEGRO

Corinthians perde para a Ponte Preta em Itaquera e vê vaga se distanciar

Iago Dias abriu o placar aos cinco minutos para a Ponte Preta; Corinthians finaliza 26 vezes, mas não consegue balançar as redes

©2021 Gazeta de São Paulo. Todos os Direitos Reservados.

Layout

Software

Newsletter