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Política

Bolsonaro usa evento na PM-SP para reforçar discurso eleitoral sobre segurança

Presidente primeiro disse sonhar com a aprovação do chamado 'excludente de ilicitude', que isenta de punição policiais envolvidos em morte ou agressão de pessoas durante ações

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Jair Bolsonaro (PL) / Facebook/Jair Messias Bolsonaro

O presidente Jair Bolsonaro (PL) usou nesta nesta sexta-feira (13) um evento de formatura de integrantes da Polícia Militar em São Paulo para destacar seu discurso eleitoral para a área de segurança pública.

O presidente primeiro disse sonhar com a aprovação do chamado "excludente de ilicitude", que isenta de punição policiais envolvidos em morte ou agressão de pessoas durante ações.

Vista como uma espécie de "licença para matar" inocentes na periferia, a medida acabou sendo derrubada pelo Congresso após pressão de políticos, entidades e ativistas.

Bolsonaro discursou em um evento de formação da Polícia Militar de SP, na Academia do Barro Branco, na zona norte da capital paulista.

"Se vocês portam uma arma, na cintura ou no peito, é para usá-la. E nós, chefes do Executivo, presidente ou governadores, devemos dar respaldo e segurança pra vocês após o cumprimento da missão", disse o chefe do Executivo.

"O meu grande sonho como presidente tem que ser compartilhado com o Parlamento brasileiro. Gostaria muito de um dia aprovar o excludente de ilicitude, para que vocês, após o término da missão, fosse se recolher no calor de seus familiares, e não esperar a visita de um oficial de Justiça."

"Peço a Deus pra que me de força, junto ao Parlamento, pra que isso possa acontecer."

Bolsonaro ainda disse que os "nossos inimigos" não estão nas ruas e nas vielas, e sim dentro de um gabinete com ar-condicionado, em referência ao Ministério Público e ao Judiciário no combate à letalidade policial.

"Um burocrata [oficial de Justiça] que inferniza a vida de vocês após o cumprimento de uma missão."

"Temos de diminuir a letalidade sim, mas do cidadão de bem, de pessoas como vocês. E não da bandidagem", disse o presidente, pedindo que a arma na cintura dos policiais deve ser usada.

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