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Política

Doria e Rodrigo Garcia se encontram em meio a 'climão' no PSDB

Houve cumprimentos e abraços, mas ambos mantiveram um discurso ensaiado e que fugiu de polêmicas

ARTUR RODRIGUES, da Folhapress

Publicado em 24/05/2022 às 16:27

Atualizado em 24/05/2022 às 16:35

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João Doria (PSDB) / Governo de São Paulo

Um dia após a desistência de João Doria (PSDB) de concorrer à Presidência da República, ele e o governador Rodrigo Garcia (PSDB) se reencontraram nesta terça-feira (24) em evento público em São Paulo.

Apesar do climão no PSDB, ambos chegaram e saíram juntos do evento em um hotel de luxo nos Jardins.

Houve cumprimentos e abraços, mas ambos mantiveram um discurso ensaiado e que fugiu de polêmicas.

Rodrigo desconversou sobre o papel de Doria em sua campanha ao governo do estado. Já Doria, em fala sintética, afirmou que apoiaria Rodrigo.

Doria cedeu à cúpula do PSDB e desistiu da pré-candidatura, tida como um fardo para a campanha ao governo de Rodrigo. O atual governador vinha se descolando de seu antecessor, que mantém forte rejeição no país, movimento tido como um dos motivos da desistência de Doria.

Nesta terça, ambos se encontraram em evento do Lide (Grupo Líderes Empresariais), pertencente à família de Doria, que teve palestra de Rodrigo.

"Esse gesto seu de ontem [da desistência] foi um gesto de buscar no senso coletivo uma alternativa para o nosso tão amado Brasil", disse o governador, em seu discurso, que foi assistido por Doria.

"Mais uma vez você mostra o seu desprendimento, para aqueles que muitas vezes personalizaram as suas ações, que você efetivamente pensa no Brasil dando um passo atrás, deixando a política à vontade para buscar alternativas, se é que elas existem, para que a melhor via possa apresentar uma candidatura, deixando naturalmente a avenida aberta para que se busque uma construção política", acrescentou.

Rodrigo ainda afirmou que só se surpreendeu com a decisão de Doria de desistir quem não o conhece. "Todos que conviveram com você sabem que você sempre teve o espírito público e desprendimento", afirmou.

O governador citou como exemplo de desprendimento, o ato de Doria deixar a Prefeitura de São Paulo, um ano e meio após assumir.

Questionado após o evento por jornalistas, ele desconversou sobre o papel de Doria em sua campanha. "Eu sou sucessor do governador João Doria, trabalhei no governo, vou defender o nosso legado, defender as nossas ações e ele continua dando sugestões a mim e outros membros do PSDB como gerir o estado de São Paulo", disse.

Perguntado novamente sobre se Doria subiria em seu palanque, o governador afirmou que o assunto será discutido depois.

"Vamos no momento certo discutir a campanha. Eu tenho a tarefa de governador".
Rodrigo manteve o mesmo tom em relação a um eventual apoio a Simone Tebet (MDB) como pré-candidata à Presidência da República.

"A senadora Simone tem o meu respeito, foi uma grande senadora, prefeita, tem atributos para representar bem essa terceira via. E naturalmente agora PSDB, Cidadania e MDB vão discutir".
Inicialmente, nem Rodrigo nem Doria tinham entrevista programada com a imprensa, o que só aconteceu após pedidos de jornalistas.

Doria respondeu a uma única pergunta sobre se participaria da campanha de reeleição do governador.

Rodrigo Garcia merece apoio, é o candidato mais preparado, é o candidato com melhores condições para dar continuidade ao trabalho que ele já vem realizando brilhantemente. Terá o meu apoio", disse.

O ex-governador desistiu de concorrer cedendo a pressões da cúpula do seu partido, que pretende anunciar apoio à senadora Simone Tebet e consolidar uma candidatura única da chamada terceira via.

"Me retiro da disputa com o coração ferido, mas com a alma leve. Saio com sentimento de gratidão e a certeza de que tudo o que fiz foi em benefício de um ideal coletivo, em favor dos paulistanos, dos paulistas e dos brasileiros", disse em seu discurso.

A decisão de Doria de recuar da candidatura a presidente da República foi consolidada depois de uma entrevista em que o governador afirmou que a senadora é "uma grande mulher" que poderia "representar" a terceira via como candidata de consenso.

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