Estados pedem doses de vacina contra Covid-19 para bebês sem comorbidade

O texto citou o Boletim InfoGripe, publicado pela Fiocruz, que apontou que as crianças até 4 anos são atualmente o grupo com maior risco para a Covid-19

Também estão disponíveis nas UBSs da Capital as chamadas 'doses de xepinha'

Vacinação de crianças contra a Covid-19 | Secom/PMTS

Os estados pediram nesta sexta-feira (10) que o Ministério da Saúde distribua doses da vacina pediátrica contra a Covid-19 para todas as crianças entre 6 meses e 2 anos de idade. Em nota, o Conass (Conselho Nacional de Secretários de Saúde) fez um apelo para que a pasta amplie a recomendação do imunizante nessa faixa etária.

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Nesta quinta-feira (10), o Ministério da Saúde começou a distribuir doses da vacina pediátrica Comirnaty, da Pfizer, para crianças com comorbidades entre 6 meses e 3 anos. Ao todo, 1 milhão de doses foram enviadas aos estados e ao Distrito Federal. No entanto, a vacinação para todas as pessoas da faixa etária está autorizada pela Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) desde 16 de setembro.

“O Conass defende a compra imediata de doses suficientes para vacinar toda a faixa etária incorporada e a vacinação seja oferecida para esse grupo sem restrições como a que está definida na Nota Técnica nº 114/2022 – DEIDT/SVS/MS, na qual incluiu somente as crianças com comorbidades”, pediram os secretários estaduais de Saúde, em nota assinada pelo presidente do Conass e secretário do Espírito Santo, Nésio Fernandes de Medeiros Júnior.

O texto citou o Boletim InfoGripe, publicado nesta sexta pela Fiocruz (Fundação Oswaldo Cruz), que apontou que as crianças até 4 anos constituem atualmente o grupo com maior risco para a Covid-19, considerando-se a população com até 60 anos de idade. Segundo o boletim, a doença está em expansão na população adulta em quatro estados: Amazonas, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul e São Paulo, com risco de disseminar-se para as crianças.

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O presidente do Conass também destacou que a ampliação da imunização para todas as crianças da faixa etária também é defendida por entidades como a Sociedade Brasileira de Imunizações (SBIm) e a Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP), assim como por todas as unidades da Federação. “Essa posição institucional foi expressada em todos os fóruns com participação de representantes do Conass”, afirma.