A concentração de 34,9% da população mundial nos territórios da Índia e da China consolida o peso demográfico das duas nações em um planeta de 8,25 bilhões de habitantes.
Segundo o relatório global Digital realizado pela DataReportal com base em projeções Organização das Nações Unidas (ONU), a soma de 2,89 bilhões de moradores nas duas potências asiáticas antecede o ranking no qual o Brasil figura em 7º lugar, com 213 milhões de residentes (2,58% do total), em meio ao encolhimento populacional chinês resultante de antigas políticas de controle de natalidade.
Mais da metade da humanidade, exatamente 56,7% , vive concentrada em apenas dez países, enquanto a região da Ásia-Pacífico abriga 59,3% de toda a população mundial.
Brasil ocupa a 7ª posição mundial com população de 213 milhões de habitantes
A liderança isolada dos dois países asiáticos contrasta com a distribuição populacional nos demais continentes:

O Brasil garante o 7º lugar global, posicionado logo atrás da Nigéria e à frente de Bangladesh, figurando no seleto grupo de nações continentais com mais de 200 milhões de cidadãos.
Índia e China tomam rumos opostos no crescimento demográfico
As trajetórias demográficas divergentes explicam a troca de posições no topo do ranking. A China perdeu 3,25 milhões de habitantes no último ano, uma queda de 0,23%, impulsionada pelo efeito tardio da antiga “política do filho único” e pelo alto custo de vida nas grandes cidades.
O crescimento indiano da população avança por causa do chamado “momentum demográfico”. Mesmo com taxa de fecundidade de 2,0 filhos por mulher (abaixo do nível de reposição de 2,1), a Índia conta com uma massa massiva de jovens ingressando na fase reprodutiva, o que possibilita a expansão populacional por mais algumas décadas.
Desafios econômicos e nova ordem geopolítica aceleram mudanças globais
O bônus demográfico indiano impõe desafios urgentes a Nova Deli, capital da Índia, que precisa criar empregos formais e qualificar a juventude, pois mais de 40% da população dos indianos têm menos de 25 anos.
A capital chinesa, Pequim, por sua vez, acelera a automação industrial e reestrutura a previdência social para amortecer a rápida perda de mão de obra. As transformações na população da Índia e da China afetam as rotas comerciais, o consumo de energia e a produção de alimentos em escala global nas próximas décadas.








