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Política

Lula e Alckmin terão palavra final sobre impasses em programa de governo

Decisão foi divulgada em nota nesta quinta-feira (9) pela comissão encarregada da redação do documento

CATIA SEABRA E VICTORIA AZEVEDO, da Folhapress

Publicado em 09/06/2022 às 13:42

Atualizado em 09/06/2022 às 14:06

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Ricardo Stuckert/Facebook/Lula

O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) avocou para si a responsabilidade sobre o texto final do programa de governo, em meio a um constrangimento entre os partidos coligados.

A comissão encarregada da redação do documento divulgou uma nota à imprensa nesta quinta-feira (9) afirmando que o aval é da chapa. "A aprovação final do texto de diretrizes será de responsabilidade dos pré-candidatos Lula e Alckmin", diz o texto.

A reunião desta manhã já estava programada para debater e incorporar propostas de aliados ao texto preliminar que foi encaminhado na segunda-feira (6) aos dirigentes de partidos – segundo eles, sem aval dessa coordenação.

Integrantes da comissão se queixaram, no entanto, de o documento ter sido encaminhado antes da inclusão de emendas propostas por representantes de partidos.

Sob comando do ex-ministro Aloizio Mercadante, do PT, o grupo é formado por dois representantes de cada um dos sete partidos da coligação (PT, PSB, PSOL, Rede, PC do B, PV e Solidariedade).

Nesta manhã, as propostas foram debatidas. Um novo encontro será realizado no sábado (11). Segundo relatos, o documento final será disponibilizado ao público geral na próxima segunda-feira (13).

Pelo cronograma original, uma plataforma digital para apresentação de itens ao programa que seria aberta ao público para sugestões seria lançada nesta sexta (10) – agora, ela ficará disponível a partir de segunda.

Na nota divulgada à imprensa, Mercadante afirmou que os participantes ressaltaram a existência de uma "ampla convergência no conteúdo" do documento inicial e cada uma das legendas apresentou emendas e contribuições ao texto "também com ampla convergência".

O PSB, por exemplo, apresentou emendas sobre segurança e economia criativa.

O primeiro tema propõe a implementação de um Sistema Único de Segurança Pública e a valorização de seus profissionais, além de detalhar o que seria uma nova política sobre drogas, "intersetorial e focada na redução de riscos, na prevenção, tratamento e assistência ao usuário".

"O atual modelo bélico de combate ao tráfico será substituído por estratégias de enfrentamento e desarticulação das organizações criminosas baseadas em conhecimento e informação, com o fortalecimento da investigação e da inteligência", diz a emenda proposta pela legenda.

O PSB defende ainda que o documento aborde uma estratégia de economia criativa que agregue à ciência e tecnologia, por exemplo, os elementos da indústria cultural, da inteligência artificial e da biotecnologia.

Com 90 parágrafos, o documento divulgado na segunda define os governos petistas como inovadores no combate à corrupção, reforça o papel do Estado na economia, enaltece o Bolsa Família e propõe a revogação do teto de gastos e da reforma trabalhista implementada pelo ex-presidente Michel Temer (MDB), além da revisão do regime fiscal.

Como mostrou a Folha de S.Paulo, em um aceno aos setores mais conservadores da sociedade e potenciais aliados ao centro, a prévia do plano de governo suaviza propostas controversas já defendidas pelo próprio Lula e seus aliados.

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