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Política

Lula tenta justificar ausência de mulheres e negros

Presidente eleito disse que os nomes que vão compor o primeiro escalão do seu governo serão 'a cara da sociedade', com diversidade

MARIANNA HOLANDA, JULIA CHAIB, VICTORIA AZEVEDO E DANIELLE BRANT - Folhapress

Publicado em 09/12/2022 às 12:35

Atualizado em 09/12/2022 às 12:50

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Lula disse que, quando você monta um governo, olha a diversidade da sociedade, assim como pessoas aptas para determinadas funções / Ricardo Stuckert

O presidente eleito, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), disse que os nomes que vão compor o primeiro escalão do seu governo serão "a cara da sociedade", com diversidade.

"Vai ter outros ministérios. E vocês vão ver que a gente vai colocar muita gente pra participar. Vai ter mulher, homem, negros, índios, vamos tentar montar um governo que seja a cara da sociedade brasileira, em sua total plenitude. Não se preocupe com isso", disse a jornalistas no CCBB (Centro Cultural do Banco do Brasil).

A declaração foi dada em forma de justificativa ao fato de que os primeiros ministros anunciados nesta sexta-feira são todos homens. Lula escalou Flávio Dino para a Justiça, Rui Costa para a Casa Civil, Fernando Haddad para a Fazenda, José Múcio Monteiro para a Defesa, e Mauro Vieira para o Itamaraty.

Ele disse ainda que Dino era, no mínimo, pardo.

Na imagem do primeiro anúncio do seu terceiro mandato, há uma mulher e oito homens. Apenas Vieira não estava presente, mas Geraldo Alckmin, vice-presidente eleito, e Aloizio Mercadante, um dos coordenadores da transição, também estavam no palco, assim como a presidente do PT, Gleisi Hoffmann.

Ela, contudo, não integrará o primeiro escalão do governo, como Lula já disse na semana passada. A deputada continuará como presidente do partido.

Lula disse que, quando você monta um governo, olha a diversidade da sociedade, assim como pessoas aptas para determinadas funções. Disse ainda que os anunciados têm qualificação extraordinária.

Antes de começar a falar dos nomes, o presidente eleito disse que os jornalistas deveriam estar com pergunta preparada sobre a ausência de mulheres e negros no palco.

"Vai chegar uma hora que vocês vão ver mais mulheres que homens, a participação de muitos companheiros afro descendentes aqui em pé como estão hoje os companheiros", prometeu.

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