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Mais dois opositores são mortos na Venezuela

Número de opositores mortos sobe para 4 após anúncio de que 2 adolescentes foram atingidos por disparos durante protestos

Matheus Herbert

Publicado em 03/05/2019 às 01:00

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Em evento nesta quinta, Maduro pediu às Forças Armadas que lutem contra 'qualquer golpista' / / Divulgação Ministério Defesa da Venezuela

Dois menores baleados nos protestos de terça e
quarta-feira contra o presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, morreram nesta quinta-feira, elevando para quatro o número de mortes, segundo parentes e líderes da oposição do país vizinho.

As vítimas são Yosner Graterol, de 16 anos, ferido na última terça-feira na cidade de La Victoria (norte), e Yoifre Hernández, de 14, atingido na quarta-feira em Caracas, disseram os deputados Karin Salanova e Miguel Pizarro, que culparam o governo.

"Morre o adolescente Yosner Graterol, de 16 anos. Ferido a bala em 30 de abril quando exercia seu direito de protesto", disse Salanova pelo Twitter.

A terça-feira foi marcada por manifestações em várias regiões do país em apoio à rebelião contra Maduro protagonizada por um reduzido grupo de militares liderado pelo opositor Juan Guaidó, que se autoproclamou presidente interino do país.

Sem apoio das Forças Armadas, a rebelião em frente à base militar de La Carlota, em Caracas, fracassou.

MADURO.

Em evento em uma instalação militar de Caracas, nesta quinta-feira, Maduro pediu às Forças Armadas que lutem contra "qualquer golpista". "Sim, estamos em combate, moral máxima nessa luta para desarmar qualquer traidor, qualquer golpista", disse Maduro em ato com milhares de soldados, transmitidos pela televisão, em que o alto-comando militar reiterou sua lealdade.

Os discursos dos chefes militares às tropas abriram o dia no país, ameaçado por uma greve geral do setor público, convocada pelo líder oposicionista Juan Guaidó depois da jornada de manifestações na véspera, em Caracas.

Nas ruas de Caracas, a população tenta retomar a vida normal. Mas a TV Venezuelana Venevision publicou imagens logo cedo, por volta de 6h, de choques com manifestantes que faziam piquete diante de prédios públicos no centro da capital. (EC)

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