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Carnaval 2022

Patrocinadora do Carnaval de rua no RJ pede definição sobre festa

Ambev notificou o prefeito Eduardo Paes para que defina até quarta-feira (5) a realização do evento no próximo mês

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Carnaval no Brasil (Arquivo) / Tânia Rêgo Agência Brasil

A Ambev, patrocinadora do Carnaval de rua do Rio de Janeiro, notificou o prefeito Eduardo Paes (PSD) para que defina até quarta-feira (5) a realização do evento no próximo mês.

A empresa firmou contrato de patrocínio de R$ 38,9 milhões para o desfile de blocos, cuja confirmação ainda depende de avaliação sobre o cenário epidemiológico da pandemia do novo coronavírus na cidade.

A notificação foi enviada na última semana de dezembro para Paes, para a presidente da Riotur, Daniela Maia, e para a Dream Factory, responsável pela estrutura de apoio aos desfiles.

Em nota, a Ambev afirmou que "a saúde das pessoas deve vir sempre em primeiro lugar".

"Diante do surgimento da nova variante de Covid-19 ao redor do mundo, contatamos as prefeituras parceiras e outros grandes realizadores do Carnaval para termos clareza sobre o calendário da festividade. Continuamos seguindo e endossando as recomendações médicas e sanitárias e das autoridades locais para uma celebração segura e responsável", diz o comunicado da empresa.

Outras cidades já cancelaram os eventos de Carnaval, sendo a principal delas Salvador. A lista de municípios que não terão a festa chega a 58 no interior paulista, litoral e Grande São Paulo.

Nesta terça-feira (4), o Paes se reúne, junto com o secretário de Saúde, Daniel Soranz, com representantes da Sebastiana, liga que congrega alguns dos principais blocos da cidade. A entidade ainda não tem posição sobre a realização da festa.

No total, 506 blocos de rua se inscreveram para desfilar no Carnaval. Paes ainda não garantiu a realização desses eventos, mas sinalizou não ver razão para cancelar os desfiles das escolas de samba na Marquês da Sapucaí. Ele compara a festa no Sambódromo aos estádios de futebol, que voltaram a receber público no ano passado.

Em reunião no dia 20 de dezembro, o comitê científico que assessora o prefeito do Rio de Janeiro defendeu que não havia, naquele momento, razão para estabelecer restrições à festa, cancelada no ano passado em razão da pandemia.

Contudo, após uma uma queda acentuada das internações causadas pela Covid-19 desde setembro, o município enfrenta novo aumento no número de casos. Na última semana de dezembro, 13% dos testes feitos deram positivo para presença de coronavírus, taxa que não era detectada havia 12 semanas.

O número de internações na rede pública permanece num dos mais baixos desde o início da pandemia. Contudo, o número de pessoas nos leitos do município mais que dobrou desde o Natal, de 11 para 25.

A suspeita é de que o aumento se deva em razão do aumento da presença da variante ômicron do novo coronavírus na cidade.

Uma série de estudos recentes feitos com animais de laboratório e tecidos humanos indicam que a variante ômicron causa sintomas mais leves que versões anteriores do coronavírus.

Em estudos feitos com camundongos e hamsters, a ômicron provocou infecções menos lesivas e que, em muitos casos, se limitaram às vias aéreas superiores: nariz, garganta e traqueia. A variante causou muito menos danos aos pulmões, nos quais variantes anteriores frequentemente resultavam em cicatrizes e dificuldade respiratória grave.

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