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Queda na captura de bacalhau foi de 33% em uma década e preço deve subir

Dados foram apresentados na semana passada, nos EUA, durante a Conferência Global do Mercado de Frutos do Mar de 2024

Nilson Regalado

Publicado em 30/01/2024 às 07:00

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Um dos motivos para a redução na produção do peixe é a sobrepesca / Agência Brasil

O diretor de Relações Industriais, Parcerias e Análise Pesqueira da Genuine Alaska Pollock Producers, Ron Rogness, relatou que a captura global de bacalhau caiu em 2023. Segundo o portal norte-americano Seafood, os desembarques globais do peixe diminuíram 33% na última década e a tendência decrescente acelerou nos últimos três anos. Dados da Genuine Alaska Pollock Producers apontam que as capturas da espécie do Atlântico caíram 42% nos últimos oito anos e prevê-se que caiam quase 15% entre 2023 e 2024. Espera-se que os desembarques de bacalhau no Pacífico sejam relativamente estáveis em 2024, em cerca de 330 mil toneladas métricas. As informações foram divulgadas no último dia 25, durante a Conferência Global do Mercado de Frutos do Mar de 2024 em Orlando, estado da Flórida, nos Estados Unidos.

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Os motivos para a redução na produção do peixe são a sobrepesca, ou seja, as capturas acima da capacidade da espécie se reproduzir, e as mudanças climáticas que afetam as temperaturas no mar, alterando o pH das águas. Isso representa um aumento da acidez por longos períodos de tempo, causada principalmente pela dissolução do gás carbônico atmosférico nos oceanos.

A Genuine Alaska Pollock Producers é uma entidade sem fins lucrativos que reúne armadores de pesca e pesquisadores, com sede em Seattle, no estado de Washington, costa no extremo noroeste dos EUA. “De acordo com os cientistas do Atlântico Norte, não há uma esperança no aumento desses números no curto prazo”, disse Rogness à Seafood.

A maior parte do bacalhau do Atlântico é capturada no Mar de Barents por produtores noruegueses e russos, que capturaram coletivamente 761 mil toneladas métricas em 2023. O Mar de Barents integra o Oceano Ártico, a norte da Rússia e da Noruega.

Ainda segundo o portal Seafood, a produção norueguesa deve cair de 296 mil para 216 mil toneladas métricas neste ano, enquanto as capturas russas diminuirão de 265 mil para 215 mil toneladas métricas. As capturas da Islândia permanecerão estáveis em 211 mil toneladas, assim como os totais pescados pela UE em 41 mil toneladas e pelas Ilhas Faroé em 78 mil toneladas métricas.

A maioria dos desembarques de bacalhau no Pacífico são capturados por produtores dos EUA, embora tenha havido um grande aumento nos desembarques russos em 2019 e 2020.

O Groundfish Forum prevê que as capturas dos EUA permaneçam estáveis em 160 mil toneladas métricas, enquanto as capturas da Rússia cairão ligeiramente para 105 mil toneladas métricas em 2024. As capturas do Japão permanecerão estáveis em 56 mil toneladas métricas.

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