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SOB PRESSÃO

XP decide cancelar divulgação de pesquisa com vantagem de Lula sobre Bolsonaro

Na sondagem divulgada na semana passada, Lula aparecia com 45%, contra 34% do atual presidente

MÔNICA BERGAMO, da FOLHAPRESS

Publicado em 09/06/2022 às 11:09

Atualizado em 09/06/2022 às 11:15

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Bolsonaro e Lula / Marcos Correa/PR Cristiane Mattos/Folhapress

A XP Investimentos cancelou a divulgação da pesquisa do Instituto Ipespe que estava sendo divulgada semanalmente e que vinha mostrando o ex-presidente Lula na frente de Jair Bolsonaro.


Na sondagem divulgada na semana passada, Lula aparecia com 45%, contra 34% do atual presidente da República.
A pesquisa que seria divulgada na próxima sexta chegou a ser registrada no TSE (Tribunal Superior Eleitoral) no sábado (4), sob o número BR-06295/2022. Nesta quarta (8), ela foi retirada do site por determinação da própria corretora.


A Folha de S.Paulo apurou que a pressão sobre a XP já vinha crescendo paulatinamente e explodiu na semana passada, quando o instituto mostrou que 35% dos eleitores consideram que a honestidade é um atributo de Lula, contra 30% que dizem o mesmo sobre Bolsonaro.


Bolsonaristas passaram a atacar a corretora nas redes sociais -um dos mais notórios dele foi o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) que ironizou os resultados em seu perfil no Telegram. "O mesmo instituto deu Lula com 45% e Bolsonaro com 34% kkkkk", escreveu Flávio.


O deputado federal Bibo Nunes (PL-RS) comentou que "é o mesmo que dizer que o diabo é mais honesto que Jesus. Delírio total! Kkkkkkkk".


Ministros de Bolsonaro também já telefonaram para a XP para reclamar dos resultados -que coincidem com os de outros institutos, dentro da margem de erro.


Na esteira dos ataques, clientes, em especial os ligados ao agronegócio, passaram a fechar contas e a retirar investimentos da corretora, segundo apurou a Folha de S.Paulo.


Diretores e acionistas minoritários passaram a fazer questionamentos internos sobre o movimento.


A XP tomou então a decisão de transferir o contrato do Ipespe para uma outra empresa do grupo, menos visada, a Infomoney, que registrou no TSE a pesquisa que seria divulgada nesta semana.


Com a intensidade dos ataques, a XP acabou tomando a decisão radical de simplesmente cancelar a divulgação de seus resultados.


Com isso, a série histórica do Ipespe, que vinha realizando a pesquisa ininterruptamente desde janeiro de 2020, pode ficar comprometida.


A coluna apurou que a XP deve anunciar que a periodicidade da divulgação, que tinha passado de quinzenal para semanal em maio, será a partir de agora mensal.


Com isso, a empresa espera diminuir os ataques feitos a ela e o movimento de retirada de recursos de seu portfólio.
Procurada, a XP não quis se manifestar.

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