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PÓS-PANDEMIA Fazendas marinhas podem gerar até oito mil empregos no litoral de SP

A Secretaria de Estado da Agricultura e Abastecimento identificou 2.230 hectares aptos para implantação de fazendas marinhas no Litoral Norte. A área é equivalente à de 2.230 campos de futebol e está distribuída em 44 locais diferentes. A ideia é fomentar a produção de algas da espécie Kappaphycus alvarezii. Estudos liderados pelo Instituto de Pesca com participação da USP, Unicamp e Unesp concluíram que as fazendas podem gerar oito mil empregos e injetar R$ 64,3 milhões/ano na economia das quatro cidades do Litoral Norte.

Introduzida no Estado em 1995, a Kappaphycus alvarezii pode ser transformada em biofertilizante e bioplástico, além de servir como matéria-prima às indústrias de cosméticos e medicamentos. O vegetal também demonstrou potencial para extração de bioetanol. Na alimentação, a alga vira farinha e ingrediente das carnes mecanicamente separadas de peixes.

A expansão da algicultura vem sendo monitorada pela Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO), que considerada a produção de algas uma importante atividade econômica, capaz de atender à crescente demanda por proteína barata e sustentável, sem a necessidade de abertura de novas fronteiras agrícolas.

Em termos ambientais, as áreas com potencial para o cultivo identificadas pela Secretaria da Agricultura e Abastecimento podem absorver 15.739 toneladas/ano de gás carbônico da atmosfera, aliando atividade econômica e respeito a parâmetros oceanográficos. Os responsáveis pelos estudos acreditam que a produção deve ganhar impulso nos próximos meses com a publicação do Plano Gestor da Área de Proteção Ambiental Marinha do Litoral Norte.

A flora brasileira...

Em tempos de pandemia, acaba de ser publicado o maior inventário da história sobre os vírus que infectam a flora brasileira. O estudo aborda 219 patógenos e cita os impactos em árvores nativas, plantas ornamentais e até em ervas daninhas.

...as laranjeiras e o
feijão

Um caso marcante foi a tristeza da laranjeira, que na década de 1940 destruiu dez milhões de árvores. Com pesquisa científica, o problema foi resolvido e SP tornou-se o maior produtor de suco de laranja do mundo. Na década de 1970, outra virose conhecida como mosaico dourado do feijoeiro afetou seriamente a produção nacional, obrigando o Brasil a importar feijão do México.

Sabor e doçura

Aproveite: começou a colheita anual da tangerina poncam. Com chuva abundante no interior de São Paulo e no sul de Minas Gerais durante o verão, as frutas estão maiores que nos anos anteriores. A abundância deve derrubar os preços...

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