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Laudo aponta que Juliana Ferraz do Nascimento, achada morta em banheiro, tentou se defender
Laudo aponta que Juliana Ferraz do Nascimento, achada morta em banheiro, tentou se defender
Foto: Reprodução/Facebook

Jovem achada morta no banheiro tentou se defender, diz laudo

Marido da jovem foi preso enquanto assinava os documentos de óbito, em Jundiaí; ele teria mentido em depoimento

O laudo do Instituto Médico Legal (IML) apontou que Juliana Ferraz do Nascimento, de 23 anos, achada morta no banheiro de casa, morreu por estrangulamento e tentou se defender do crime.

Rogério Botelho, de 23 anos, foi preso enquanto assinava os documentos de óbito, no velório da vítima, em Jundiaí, no último dia 6 de dezembro. Segundo a Polícia Civil, ele é suspeito de assassinar Juliana ao tentar forjar uma queda acidental e a trancar o banheiro.

Segundo o relato do irmão da vítima à policia, o relacionamento de Juliana com o suspeito era de quase cinco anos e o casal estava morando junto havia cerca de um ano.

O rapaz ainda afirmou que mora em uma rua no mesmo bairro da irmã e detalhou que, por volta das 4h20 do dia do crime, o cunhado apareceu na residência dele gritando e dizendo que "a casa estava alagada e Juliana estava no banheiro".

Em seguida, os dois voltaram para a casa da vítima e o marido estourou a porta do banheiro sozinho. Na sequência, o rapaz tentou supostamente reanima-la. O irmão estranhou que havia machucado no rosto e pelo corpo de Juliana, que já apresentava rigidez e palidez.

Conforme o laudo do IML, foram constatados vários machucados antigos pelo corpo e lesões mais recentes. As marcas no antebraço, segundo o documento, caracterizaram reação de defesa.

Como o resultado do exame não era compatível com a versão apresentada pelo homem, que disse que a jovem já havia sido achada morta, a polícia fez a prisão em flagrante.

"O pegamos quando ele organizava a declaração para a liberação do corpo. Parece que sabia que ia ser preso, não falou nada, não disse que era inocente e naquele momento, no fundo, sabia da prisão. Não derrubou uma lágrima. Estava frio", contou a delegada Renata Ono ao "G1" Rogério foi autuado por feminicídio e fraude processual. (GSP)

 

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