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Concessão da Chácara do Jockey não atrai interessados

Em mais um revés ao programa de privatizações e concessões das gestões João Doria e Bruno Covas (PSDB) na capital paulista, nenhuma empresa se interessou em administrar o Parque Municipal Chácara do Jockey, na zona oeste de São Paulo.

Os envelopes foram abertos nesta terça-feira, mas não houve proposta para administrar o parque, cujo lance mínimo era de R$ 1,1 milhão por 35 anos de concessão.

A prefeitura tem tido dificuldades em passar equipamentos públicos à iniciativa privada, bandeira do agora governador João Doria quando assumiu a administração do município em 2017 - ele renunciou em menos de um ano e meio e Covas, seu vice, assumiu.

O processo mais avançado era o do estádio do Pacaembu, que seria administrado por R$ 111,2 milhões por 35 anos. No entanto, dias depois da abertura dos envelopes, em fevereiro, a Justiça de São Paulo mandou suspender a licitação por considerar que parte do previsto no projeto licitatório não foi obedecida.

A gestão tucana prometeu privatizar todos os parques da cidade, mas nenhum ainda saiu do papel. No começo do mês, o parque Ibirapuera teve os envelopes abertos, dando vitória à Construcap. Um acordo judicial, no entanto, estabeleceu que o contrato só será assinado após a elaboração de um plano diretor do parque, em seis meses, estabelecendo o que pode ou não ser feito ali.

A Chácara do Jockey é um dos parques mais novos de São Paulo, aberto à população há menos de três anos. Para ser criado, em 2016, o parque envolveu R$ 153 milhões. O local tem 143 mil m² e foi criado após três décadas de pressão da população do entorno, que viam a área verde como fundamental para escoamento das constantes inundações do córrego Pirajussara. (FP)

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