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Complexo do Anhembi, na zona norte de São Paulo
Complexo do Anhembi, na zona norte de São Paulo
Foto: José Cordeiro/SPTuris

Prefeitura de SP adia leilão do complexo do Anhembi

EM 2 MESES. Leilão do complexo estava previsto para o dia 9 de abril, mas foi transferido para 11 de julho

A Prefeitura de São Paulo adiou em dois meses a divulgação da empresa compradora do Complexo do Anhembi, na zona norte da capital paulista. O leilão estava previsto para 9 de abril, mas foi transferido para 11 de junho, com realização na B3 (Brasil, Bolsa e Balcão, a antiga Bovespa). A mudança também impacta o prazo de entrega dos envelopes de propostas, que mudou de 2 de abril para 4 de junho.

O complexo será vendido em conjunto com o controle acionário da São Paulo Turismo S/A (SPTuris). Com lance mínimo é de R$ 1 bilhão, o leilão é uma das principais apostas do plano municipal de desestatização. Podem participar empresas nacionais e internacionais, instituições financeiras e fundos de investimento em participações (FIPs).

No dia 26, o presidente do Superior Tribunal de Justiça (STJ), ministro João Otávio de Noronha, suspendeu na terça-feira (26) a decisão que impedia a demolição das edificações do complexo do Anhembi, na zona norte da cidade de São Paulo.

No STJ, a Prefeitura de São Paulo alegou que a proibição de demolições inviabilizaria o processo de privatização do complexo do Anhembi. Ação havia sido aberta pelo Ministério Público de São Paulo, que requeria a preservação das características externas do Palácio das Convenções, do Auditório Elis Regina e da Sede Administrativa do complexo, bem como dos jardins e espelhos d'água.

Na decisão, Noronha ressaltou que a preservação das edificações já havia sido avaliada e descartada pelo Conselho Municipal de Preservação do Patrimônio Histórico, Cultural e Ambiental da Cidade de São Paulo (Conpresp) em 2017, responsável pelo tombamento de bens culturais, naturais e históricos na cidade de São Paulo. (EC)

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