últimas notícias
Covas durante o anúncio do  programa na sede da prefeitura
Covas durante o anúncio do programa na sede da prefeitura
Foto: Thiago Neme/Gazeta de S.Paulo

Prefeito lança novo Programa de Metas

BIÊNIO. Plano da prefeitura se desdobra em 36 objetivos, 71 metas e 196 iniciativas

O prefeito Bruno Covas (PSDB) anunciou, nesta segunda-feira, em evento na sede da Prefeitura de São Paulo, o Programa de Metas para o biênio 2019-2020. O plano se desdobra em 36 objetivos estratégicos, 71 metas e 196 iniciativas. Pela primeira vez, cada meta já terá seu orçamento determinado. O valor total será de R$ 15,3 bilhões.

De acordo com Covas, a revisão do programa de seu antecessor, João Doria (PSDB), é necessária para ajustar à realidade atual da prefeitura. O tucano explicou que a não aprovação da reforma da Previdência durante o governo do ex-presidente Michel Temer (MDB) foi um dos motivos principais para a revisão das metas.

"Quando foi lançado no primeiro semestre de 2017, o Programa de Metas foi elaborado sob o cenário macroeconômico da aprovação da Reforma da Previdência. A previsão que tínhamos de crescimento econômico a partir já de 2017 foi o que norteou os números que embasaram o programa de metas. [Mas] O que nós tivemos em 2017 e 2018 foi um crescimento abaixo do esperado, já que a reforma acabou não acontecendo em 2017. Portanto, a ampliação dos investimentos com recursos próprios da Prefeitura de São Paulo se tornaram números infactíveis", explicou.

O Programa de Metas 2019-2020 apresentado na tarde desta segunda-feira, é dividido em três eixos, 36 objetivos estratégicos e 71 metas. Os três eixos foram batizados pela prefeitura como "Cuidar", "Proteger" e "Inovar". O eixo "Cuidar", por exemplo, tem 12 objetivos e 24 metas. O orçamento dessa área específica foi determinado em R$ 8,4 bilhões.

Entre as metas que integram os 12 objetivos estratégicos estão temas como construir e recuperar 1.500.000 m² de calçadas, tapar 540 mil buracos, recuperar 50 pontes, viadutos, passarelas e túneis, recuperar 120 praças e revitalizar 58 parques. O prefeito destacou também a inauguração da primeira etapa do Parque Minhocão, na região central da cidade.

A reportagem da Gazeta pediu ao prefeito que detalhasse as questões relacionadas à zeladoria da Capital. Na última semana, a reportagem da Gazeta mostrou que a falta de zeladoria tem causado problemas à população da zona sul.

"O serviço de zeladoria na cidade de São Paulo é terceirizado, é prestado por empresas contratadas pelas subprefeituras. Há atas de regime de preços elaboradas pela Secretaria das Subprefeituras, e as subprefeituras compram dessa ata com o orçamento que elas têm. Ao ampliar os recursos das subprefeituras, de
R$ 500 milhões para 1,5 bilhão, elas podem comprar mais equipes dessas atas que foram realizadas pelas Secretaria das Subprefeituras. É dessa forma que o recurso ajuda na zeladoria, com a contratação de mais equipes para fazer mais o que é feito hoje", explicou o prefeito.

USUÁRIOS DE DROGAS.

No tópico "Proteger", a prefeito Bruno Covas afirmou que pretende reduzir em 80% o número de usuários de drogas em vias públicas. Para promover essa redução, a prefeitura pretende criar 600 novas vagas para "atendimento humanizado em saúde e assistência social especificamente para pessoas em situação de uso abusivo de álcool e drogas".

A prefeitura também diz que pretende entregar 21 mil unidades habitacionais na cidade, das 25 mil prometidas no começo da gestão de João Doria. Até agora, segundo Covas, foram entregues apenas quatro mil, mas o tucano garantiu que todas serão construídas até o fim de seu mandato, em dezembro de 2020.

Em "Inovação", o mandatário disse que pretende alcançar 60% no índice de satisfação do cidadão em relação aos serviços, políticas e programas da prefeitura. Covas também pretende alcançar 100% dos distritos da Capital com atendimento de coleta seletiva.

O prefeito ainda anunciou que pretende criar 10 novos parques e reduzir as emissões de CO2, em busca de maior responsabilidade ambiental. (Bruno Hoffmann)

Tops da Gazeta