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Palmeiras serão retiradas do Trianon

As palmeiras do Parque Trianon, no coração da Capital, estão com os dias contados. Um projeto da prefeitura prevê a retirada de 700 árvores de uma espécie de origem australiana. Considerada invasora, a Archontophoenix cunninghamiana (seafórtia) deverá ser substituída por árvores nativas da Mata Atlântica.

A proposta foi aprovada em 2018 pelo conselho gestor do parquel. Estudos conduzidos pela Secretaria Municipal do Verde e do Meio Ambiente (SVMA) identificaram que as árvores gringas estavam "sufocando" as brasileiras no parque, um dos últimos remanescentes de Mata Atlântica na capital paulista.

"Ela teve uma expansão e se tornou invasora, cresceu no ambiente e competiu com outras espécies. Ela fecha, faz sombreamento e, embaixo, só ela mesma consegue crescer. Nossas espécies que precisam de sol acabam não se desenvolvendo", explica Deize Perin, diretora da Divisão de Gestão dos Parques Urbanos, da SVMA.

Uma empresa será contratada para fazer o corte de 700 palmeiras grandes e plantio de novas mudas de árvores nativas da Mata Atlântica. Alguns exemplares da seafórtia no parque já estão marcadas com fitas amarelas. Também estão previstos cortes de outras espécies invasoras.

O resultado da licitação para a contratação da empresa responsável pelo manejo saiu nesta semana e as primeiras retiradas devem ocorrer dentro de um mês, segundo a SVMA. Para o projeto, serão destinados R$ 1,8 milhão do Fundo Especial do Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável (Fema). (EC)

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