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Teste em ônibus sem cobrador na zona sul da Capital, em 2017; segundo a SPTrans, não há plano de demissão dos cobradores
Teste em ônibus sem cobrador na zona sul da Capital, em 2017; segundo a SPTrans, não há plano de demissão dos cobradores
Foto: ROBSON VENTURA/FOLHAPRESS

Novos ônibus em SP não terão espaço para cobrador

Os projetos de novos ônibus em São Paulo deverão suprimir os espaços para cobradores. A partir de setembro, o layout interno dos veículos terá de ser projetado sem o banco usado por esses profissionais e a caixa de cobrança.

Uma circular com a regra foi enviada na semana passada pela SPTrans às empresas do sistema de transporte coletivo. O texto se refere ao projeto de novos veículos dos tipos padron (veículos com até 15 metros de comprimento) e básico.

Hoje, o manual de padrões técnicos dos veículos, da Prefeitura de São Paulo, considera o espaço para o cobrador nesses ônibus. Os modelos padron e básico são de ônibus de média capacidade, que podem circular por grandes avenidas e ruas movimentadas.

Os ônibus padron e básicos correspondem a 46% da frota total de ônibus na cidade, de 14,4 mil veículos, de acordo com dados da prefeitura de 2017. Segundo a SPTrans, os que já estão em circulação não terão de se adaptar. Em nota, a SPTrans informou que a circular se refere ao layout interno dos futuros ônibus, que passarem a ser adquiridos pelas empresas. A regra não valerá para ônibus maiores, os articulados ou biarticulados. Desde 2014, 6 mil veículos do subsistema local - os ônibus menores, que fazem a ligação dos bairros com terminais de Metrô, por exemplo - já circulam sem cobrador.

EFEITOS.

Segundo a SPTrans, não há plano de demissão dos cobradores. "Com o avanço da tecnologia e cobrança automática das tarifas no transporte coletivo, esses profissionais já passam por programas de reciclagem nas empresas".

Os cobradores deverão ser reaproveitados pelo sistema em outras atividades como fiscalização, manutenção e administração. Para realizar essas funções, a reciclagem dos cobradores ocorre "de maneira natural nas empresas", segundo o órgão. A SPTrans estima que apenas 5% dos passageiros façam o pagamento da tarifa em dinheiro. (EC)

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