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Para sociólogo, os números são graves; no domingo ocorre na Capital a Parada do Orgulho LGBT
Para sociólogo, os números são graves; no domingo ocorre na Capital a Parada do Orgulho LGBT
Foto: PAULO PINTO/FOTOS PÚBLICAS

40% dos paulistanos presenciaram preconceito a LGBT

Mulheres pretas ou pardas da zona leste da Capital têm a percepção de que são as mais afetadas pelo preconceito

Cerca de 4 em cada 10 paulistanos já sofreram ou presenciaram alguma situação de preconceito por causa da orientação sexual em espaços públicos e nos meios de transporte da cidade de São Paulo.

É o que mostra a pesquisa "Viver em São Paulo - Direitos LGBTQI " realizada pela ONG Rede Nossa São Paulo em parceira com o Ibope. No domingo ocorre na Capital a Parada do Orgulho LGBT.

A população LGBT (lésbicas, gays, bissexuais, travestis, transexuais ou transgêneros) estão mais vulneráveis nas ruas, nas praças, nos trens e nos ônibus, porque esses lugares concentram "o maior encontro entre as diferenças", diz o sociólogo Américo Sampaio, coordenador da Rede Nossa São Paulo.

"Os números são graves: dois terços da população paulistana não sabem conviver com o diferente justamente em espaços que possibilitam esse tipo de exercício", afirma.

Escolas, faculdades, shoppings, bares e restaurantes - todos com grande circulação de pessoas -, também foram lembrados pelos entrevistados como pontos recorrentes para casos de preconceito contra a população LGBT em São Paulo.

Segundo a pesquisa, mulheres pretas ou pardas, de escolaridade mediana, com renda mensal de até dois salários mínimos e moradoras da zona leste têm a percepção de que são as mais afetadas pelo preconceito na Capital.

A zona leste se sobressai porque é a região mais populosa da cidade e, por isso, ganha mais relevância na amostra de entrevistas feita para o levantamento, explica
Sampaio.

Para Thiago Amparo, professor de políticas de diversidade da Fundação Getulio Vargas e colunista do jornal "Folha de S.Paulo", os mais atingidos pelo preconceito já estão na margem da
sociedade.

"São pessoas que vivem na região periférica e, todos os dias, se deslocam por grandes distâncias para trabalhar. Um LGBT nessas condições sofre ainda mais", diz. (FP)

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