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Prefeitura esclarece gastos em obras no Anhangabaú

Em relação à matéria "Obras no Anhangabaú geram críticas", publicada na edição desta quarta-feira na Gazeta, a Prefeitura de São Paulo esclarece que a destinação dos recursos para a obra no centro de São Paulo teria que ser usada para ações de desenvolvimento urbano.

"A destinação dos recursos do Fundo Municipal de Desenvolvimento Urbano - FUNDURB estabelece que 30% dos recursos devem ser destinados à habitação de interesse social, 30% para mobilidade e os 40% restantes para qualquer ação direcionada ao desenvolvimento urbano, como é o caso das obras do Vale. Portanto, a Prefeitura não está retirando dinheiro de outras áreas estratégicas como saúde, moradia, segurança ou zeladoria, para execução das obras de requalificação do Vale do Anhangabaú", diz a nota.

A reportagem da Gazeta mostrou que a prefeitura iniciou em junho uma obra de requalificação e reurbanização do Vale do Anhangabaú. O vale no centro da Capital receberá 850 pontos de jatos d'água, iluminação por led, acessibilidade, comércios, entre outras novidades. A ação prevê investimentos de cerca de R$ 80 milhões. A previsão é que as obras sejam entregues em junho de 2020. A população entrevistada pela reportagem, porém, contestou o valor da obra e se ela é essencial para a cidade.

"Considero um investimento superficial", afirmou o advogado Deivison Renzo, que trabalha em um prédio ao lado do Anhangabaú. "Pelo valor, poderia ser aplicado em moradia, em saúde. É um dinheiro mal gasto", disse a analista de projetos Gisele Gravellos.

Em nota, a prefeitura ainda afirmou que a requalificação é parte integrante de um sistema de renovação dos espaços para pedestres e engloba ações no Parque Augusta, no Parque Minhocão, no Largo do Arouche e na Praça Roosevelt, entre outros locais. (Bruno Hoffmann)

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