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Foto: Gazeta de S.Paulo

Homem é morto a facadas durante o Carnaval de SP

Um funcionário público faleceu após ser vítima de latrocínio no domingo (23). Segundo testemunhas, ele participava de um bloco na República, no centro da capital

Ao menos cinco pessoas foram esfaqueadas, sendo que uma delas morreu, em menos de 24 horas no Carnaval de rua paulistano. Os crimes ocorreram entre as 22h30 de domingo (23) e às 20h20 desta segunda (24) na região central e na zona oeste de São Paulo. Nenhum suspeito pelos crimes havia sido preso até a publicação deste texto.

O funcionário público P.H. de S.G. da S., 28 anos, morreu após ser vítima de latrocínio (roubo com morte), por volta das 22h30 de domingo na República, no centro.

Segundo testemunhas disseram à polícia, ele foi esfaqueado no peito, quando participava de um bloco. O servidor foi levado à Santa Casa, mas não resistiu.

Na tarde seguinte, um folião de 39 anos foi esfaqueado em uma tentativa de assalto no bloco Domingo Ela Não Vai, na Santa Cecília, também no centro.

À polícia, a vítima disse que reagiu à ação de três pessoas. O folião foi esfaqueado no braço. Ele também foi levado à Santa Casa, onde foi medicado.

No mesmo dia, um homem de 26 anos e dois, de 27, foram esfaqueados durante uma briga em um bloco em Pinheiros, na zona oeste. O estado de saúde deles não foi informado.

No último dia 16, no pré-Carnaval, cinco pessoas foram baleadas, após um policial civil reagir a um assalto no Brooklin, na zona sul. Três suspeitos e duas foliãs foram feridos a tiros.

Em outro caso de violência, na tarde desta terça (25), o DJ Diplo precisou ser retirado de um bloco na zona oeste após um tiroteio, conforme relatou o UOL.

Segundo a Secretaria de Segurança Pública, um homem foi detido por tentativa de furto no trajeto do bloco. Ele teria sido o autor dos disparos. "As primeiras informações apontam que a vítima reagiu atirando contra o criminoso, que foi levado ao hospital Saboya. Uma mulher também foi atingida e socorrida ao Hospital das Clínicas. A ocorrência será registrada pelo 14º DP, que investigará todas as circunstâncias dos fatos", afirmou.

Para Rafael Alcadipani, professor da FGV (Fundação Getulio Vargas), "é impossível" fazer um patrulhamento eficaz, por parte das polícias, em um ambiente em que milhões de pessoas ocupam as ruas. "Os blocos são o cenário ideal para que assaltos ocorram", diz.

Em balanço divulgado nesta terça, a Secretaria de Segurança Pública diz que 1.300 pessoas foram presas no estado desde sexta e que apreendeu 142 celulares suspeitos de furto.

Renato Sérgio de Lima, diretor do Fórum Brasileiro de Segurança Pública, afirma que os casos de violência registrados no Carnaval mostram a importância do policiamento ostensivo neste tipo de evento.

Ele diz, no entanto, que as cinco vítimas de esfaqueamento é um número baixo, em um universo de 15 milhões de pessoas, público estimado para o Carnaval de rua da capital, neste ano pela prefeitura, gestão Bruno Covas (PSDB).

"Os feridos e o morto a facadas demonstram que o país está vivendo um momento em que a violência está banalizada. O Carnaval é um momento de festa, de questionamentos, mas não é um lugar para atos de violência. Os registros não são tão graves, comparando com o público total, mas são um sinal de alerta", disse.

O especialista em segurança pública afirma que os números servem para que as polícias criem mais estratégias de combate à violência em eventos com milhões de pessoas.

OUTRO LADO

O tenente-coronel Emerson Massera, porta-voz da Polícia Militar, diz que pelo fato de o Carnaval de São Paulo ter crescido em estrutura e organização nos últimos anos, a corporação empregou em 2020 o maior contingente operacional das história do evento.

Foram mais de 20 mil PMs e 8.000 viaturas, por dia, no estado de São Paulo. "Nossa avaliação até o momento é positiva, especialmente em relação à grandiosidade dos eventos, quantidade de blocos e público", disse Massera.

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