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Filipe Sabará é pré-candidato à Prefeitura de São Paulo pelo Novo
Filipe Sabará é pré-candidato à Prefeitura de São Paulo pelo Novo
Foto: Divulgação

'O mercado se auto-regula', diz pré-candidato do Novo sobre paralisação dos entregadores

Em entrevista à Rádio Trianon e à Gazeta, Filipe Sabará, pré-candidato à Prefeitura de SP, falou de apps de entrega, empreendedorismo e sua avaliação sobre os hospitais de campanha

Nesta terça-feira, a "Rádio Trianon" e o jornal Gazeta de S. Paulo iniciaram uma série de entrevistas com os pré-candidatos à prefeitura de São Paulo. O primeiro convidado foi Filipe Sabará (Novo). Durante a entrevista, feita pelo programa Metrópole em Foco, comandado pelo jornalista Pedro Nastri, o pré-candidato defendeu que a gestão municipal incentive o empreendedorismo, disse que pretende ter uma presença intensa nos bairros caso seja eleito e criticou a criação dos hospitais de campanha na cidade.

Um dos temas abordados foi a greve dos entregadores por aplicativo, que prometem não trabalhar nesta quarta-feira por melhores condições profissionais. Entre as reivindicações às empresas do setor estão licença remunerada aos contaminados pela Covid-19, aumento no valor mínimo das entregas e seguro contra roubo, acidente e de vida. Questionado pelo repórter da Gazeta se pensa em aumentar a regulamentação aos aplicativos de entrega, Sabará afirmou que não faria qualquer nova regulamentação caso fosse prefeito.

“Nossa proposta é de não e aumentar a regulamentação e a burocracia. O mercado se auto-regula, basta observar o que vai acontecer. Tenho certeza que os empresários, ao verem que seus entregadores paralisaram, vão sentar para conversar”, disse.

“Os entregadores estão sendo hoje verdadeiros heróis durante a pandemia. Com certeza os entregadores e os empresários de aplicativos vão encontrar um jeito muito menos burocrático do que se o governo colocar a mão. Quando o governo coloca a mão geralmente dá errado”, afirmou Sabará.

O pré-candidato do Novo também defendeu que as indicações dos subprefeitos sejam estritamente técnicas, de preferência com lideranças que moram nas regiões, e que o prefeito precisa estar mais na rua, em vez de passar a maior parte do tempo na sede da prefeitura, no centro da Capital. “Eu estaria todos os dias em uma subprefeitura, ao invés de ficar preso em um gabinete no Viaduto do Chá”, garantiu.

Na área de emprego e renda, Sabará defendeu uma diminuição radical da burocracia para se empreender na cidade. "O grande entrave sempre foi a burocracia. Nossa proposta será desburocratizar a vida do empreendedor, principalmente o pequeno, para que ele consiga se desenvolver para gerar renda para ele, seus familiares e muitas outras pessoas".

Em relação ao combate à pandemia, Sabará criticou a criação dos hospitais de campanha. Em sua avaliação, seria melhor fazer parceria com o setor privado, que teria vagas ociosas e a estrutura já preparada para receber os pacientes. “Os hospitais de campanha foram mal feitos, com gastos acima do normal”, disse.

As próximas entrevistas confirmadas com os pré-candidatos são com Orlando Silva (PCdoB), no dia 2, Jilmar Tatto (PT), dia 3, e Andrea Matarazzo (PSD), no próximo dia 7 de julho.

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