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Jilmar Tatto é pré-candidato do PT à Prefeitura de São Paulo
Jilmar Tatto é pré-candidato do PT à Prefeitura de São Paulo
Foto: José Cruz/Agência Brasil

‘Não sou favorável à eleição dos subprefeitos’, diz pré-candidato do PT à Prefeitura de SP

Em entrevista à Rádio Trianon e à Gazeta, Jilmar Tatto defendeu a criação de bancos comunitários e disse que pretende indicar os subprefeitos da Capital

Na sexta-feira (3), o programa Metrópole em Foco, da "Rádio Trianon", comandado pelo jornalista Pedro Nastri, e a Gazeta de S. Paulo entrevistaram Jilmar Tatto (PT), pré-candidato à prefeitura de São Paulo. A rádio e o jornal promovem uma série de encontros virtuais com os pré-candidatos, iniciados na última terça-feira (30) com Filipe Sabará (Novo) e na quinta-feira (2) com Orlando Silva (PCdoB).

Na entrevista, o pré-candidato petista defendeu a criação de bancos comunitários, com moedas próprias, nos bairros da Capital, disse que faria as indicações dos subprefeitos, em vez de implantar a votação de moradores para o cargo, e discordou que a imagem do PT esteja desgastada entre a população.

Questionado como faria a escolha dos subprefeitos, Tatto afirmou que defende que seja por indicação do prefeito. “Eu não sou favorável à eleição direta dos subprefeitos. O rosto do prefeito ou da prefeita no território é o subprefeito. Você acaba de fazer um processo eleitoral, ganha a eleição, e depois vai fazer de novo um processo eleitoral para indicação do subprefeito? O subprefeito tem de estar junto nas diretrizes do programa de governo de quem foi eleito pela população”, afirmou.

Para auxiliar no emprego e renda da população, principalmente no período pós-pandemia do novo coronavírus, Tatto destacou que a gestão municipal deve passar a investir nos bairros de forma mais intensa, principalmente na área cultural. “Temos que articular essa produção cultural com esporte, com lazer, com educação. Usar os equipamentos públicos da prefeitura nos bairros. A partir daí, criar uma economia solidária”, disse.

Ele lembrou dos investimento no Carnaval pelo ex-prefeito Fernando Haddad (PT) como um exemplo de como o investimento em cultura pode gerar emprego e renda na cidade. “[Houve] Hotéis lotados, restaurantes lotados. Foi através da cultura. Isso gera emprego, gera renda, aquece a economia da cidade. Podemos fazer isso a partir dos bairros e das subprefeituras. Quero fortalecer demais as subprefeituras”, afirmou.

Nome pouco midiático do partido, o pré-candidato disse que fará uma estratégia pelas redes sociais e pelos programas eleitorais gratuitos para se tornar um rosto mais conhecido até as eleições, marcadas para 15 e 29 de novembro. Ele lembrou que Luiza Erundina e Fernando Haddad, petistas que se tornaram prefeitos de São Paulo, também não eram tão conhecidos no início das respectivas campanhas eleitorais.

O pré-candidato foi questionado se há um desgaste do PT entre os eleitores de São Paulo, após sucessivas denúncias de corrupção, principalmente em âmbito federal. Tatto discordou. “O PT tem uma capilaridade muito grande na cidade de São Paulo, principalmente na periferia. A população tem saudades do PT na cidade de São Paulo”.

A próxima entrevista confirmada é com Andrea Matarazzo (PSD), nesta terça-feira.

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