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Clientes se reuniram na rua Padre Estevão Pernet, na zona leste de SP
Clientes se reuniram na rua Padre Estevão Pernet, na zona leste de SP
Foto: Ronny Santos/Folhapress

Consumidores fazem fila em frente ao prédio da Enel para protestar o valor cobrado nas contas

Clientes se reuniram na zona leste da capital paulista; no mês passado o Procon multou a Enel em mais de R$ 10,2 milhões sob a alegação de má prestação de serviços

Centenas de consumidores fizeram uma fila em frente ao prédio da Enel, distribuidora de energia que atende a Capital e a região metropolitana de São Paulo, e protestaram contra o valor alto cobrado nas contas. Os clientes se reuniram na rua Padre Estevão Pernet, na zona leste da capital paulista.

No dia 15 de julho, à Gazeta publicou que em alguns casos o valor da fatura chegou a quadruplicar. “Venho tentando resolver com a Enel a cobrança abusiva que eles estão cobrando, porém, sem sucesso. A última conta que paguei foi a de março no valor de R$ 136,93, após essa conta não foi gerado mais nenhuma. Passou o mês de abril, maio, junho e no final do mês passado apareceu uma conta no valor de R$ 735,83 com vencimento para dia 7 de julho”, reclamou Vanessa Iris Amaral. A diferença no valor é de mais de 400%.

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De maio até junho, o atendimento da Fundação Procon-SP registrou um aumento de 373% nas reclamações contra a empresa. Logo após a alta no número de reclamações, o Procon multou a Enel em mais de R$ 10,2 milhões sob a alegação de má prestação de serviços e violação do Código de Defesa do Consumidor.

SUSPENSÃO.

Em abril deste ano, a distribuidora suspendeu a leitura presencial dos medidores para evitar a contaminação de seus colaboradores, oferecendo duas opções para a cobrança durante a pandemia, a realização de autoleitura e a cobrança pela média de consumo dos últimos 12 meses. Porém, esses métodos geraram muita confusão entre os consumidores, principalmente, com relação aos valores que estão sendo cobrados com o restabelecimento das leituras presenciais.

“Neste mês de junho tivemos em casa uma surpresa nada agradável de uma conta da Enel no valor de R$ 546,94, sendo que no mês anterior era de R$ 166,63. Não compreendemos este aumento baseado nesta média de uso de energia dos últimos 12 meses”, complementou Jean Cícero em uma rede social da Enel.

Para o Procon-SP, a cobrança por média gerou faturamentos incorretos e transtornos aos consumidores.

CORTES.

Desde a última segunda-feira (3), a casa de quem não conseguir pagar a conta de luz passou a ficar no escuro. Por causa da pandemia, os cortes de energia estavam suspensos, mas voltaram a ser permitidos em todo o estado de São Paulo.

Mas antes de realizar o corte, a concessionária de energia é obrigada a avisar ao consumidor sobre os débitos pendentes e só pode realizar os cortes de segunda a quinta-feira, fora feriados.

A empresa Enel diz que a inadimplência aumentou entre os clientes da empresa e as solicitações de parcelamento também. Quem não conseguir pagar as contas atrasadas de uma vez só, pode dividir o valor em até doze vezes.

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