últimas notícias

A batalha pelo voto

ELEIÇÕES. De legume a super-herói, candidatos usam a criatividade para ganhar o seu voto; veja os nomes inusitados e saiba qual é o caminho para um candidato se tornar vereador de São Paulo

De acordo com o Tribunal Superior Eleitoral, há 1.979 candidatos em busca das 55 vagas na Câmara Municipal de São Paulo. Seja para chamar a atenção, seja o apelido que adotaram para a vida, existem candidatos (e não são poucos) com nomes bastante curiosos. Há também craques da bola, representantes de classe e até um famoso ator de filmes adultos.

O eleitor paulistano poderá escolher pelo Bananinha Maluco (MDB), Abençoado da Bahia (PSC) ou Fia A Única (PMB). Quem sabe, optar pelo Berinjela (Avante), Cachorro Caramelo (Patriota) ou Vovó Equilibrista (MDB). Ou ainda confiar o voto ao Reacionário de Topete (PRTB), Leiliane Mulher Maravilha (PL) ou Elvis Esse Eu Conheço (PTB).

Na lista dos postulantes ao cargo há também ex-jogadores de futebol, como Marcelinho Carioca (PSL), Dinei (Republicanos) e Ademir da Guia (MDB), pelo menos 62 candidatos que apresentam patentes militares no início do nome (como tenente, major e capitão) e 79 professores. Há até um ator pornô - desta vez é Kid Bengala que busca o seu voto.

Neste ano, há pelo menos 34 mandatos coletivos na disputa, quando um grupo de pessoas com causas semelhantes se une para concorrer a uma vaga - legalmente, apenas um representante desse grupo pode tomar posse e votar na Câmara. Entre os exemplos estão a Bancada Feminista (PCdoB), Todos Pela Acessibilidade (PSDB) e Mandato Progressista (PDT).

MUDANÇAS.

De acordo com o publicitário João Miras, estrategista de marketing político eleitoral, a campanha terá características "completamente anômalas" causadas pela pandemia. Para ele, mais do que qualquer eleição, o papel das redes sociais será decisivo em 2020.

Por isso, acredita Miras, os candidatos do Executivo e a vereador que já têm cargo público saem na frente aos que estão se lançando agora. "Sinto que quem tem mandato e sabe trabalhar as redes sociais há algum tempo vai conseguir manter seu nicho de eleitores. Não vai ter a renovação que muita gente espera".

Há novidades no pleito de 2020. Neste ano, não haverá mais coligações entre partidos para os candidatos a vereador. A medida foi tomada para evitar que um candidato "puxa-voto", ou seja, que tenha alto apelo eleitoral, ajude a eleger candidatos de outros partidos da mesma coligação. O seu alto número de votos a partir de agora só beneficiará o próprio partido.

Os candidatos precisam se adequar a uma matemática complexa para conquistarem uma vaga, que incluem, entre outros dados, o quociente eleitoral e ao quociente partidário (leia mais na arte abaixo).

De acordo com levantamento do "UOL", 51 dos 55 vereadores da Capital vão tentar a permanência no cargo. As eleições estão marcadas para 15 de novembro. (Bruno Hoffmann)

Tops da Gazeta