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Para 54% dos moradores da Capital, as manifestações pedindo o fim da violência policial no mundo provocaram maior conscientização sobre o racismo
Para 54% dos moradores da Capital, as manifestações pedindo o fim da violência policial no mundo provocaram maior conscientização sobre o racismo
Foto: Xavi Ariza/Fotomovimiento/Fotos Públicas

Para 83% dos paulistanos, racismo aumentou ou se manteve nos últimos 10 anos, diz pesquisa

Entrevistados disseram que é notável a diferença no tratamento de pessoas negras ou brancas em sete dos oitos ambientes avaliados

Uma pesquisa divulgada nesta quinta-feira (19) indicou que 83% dos paulistanos acreditam que o preconceito contra negros se manteve ou aumentou na cidade de São Paulo nos últimos 10 anos. O levantamento foi divulgado pelo Ibope Inteligência e a Rede Nossa SP.

No caso de pessoas que se declaram pretas ou pardas, o percentual é maior. Do total, 58% falaram que a discriminação contra a população negra aumentou e 30% disseram que se manteve, totalizando 88%.

Participaram da pesquisa presencial ou on-line 800 moradores da capital paulista, com 16 anos ou mais. O levantamento foi realizado entre os dias 5 e 21 de setembro.

Discriminação em espaços públicos

De acordo com a pesquisa, em sete de oitos locais avaliados prevalece a percepção de que há diferença no tratamento de pessoas negras ou brancas, veja o percentual:

Shoppings e comércios: 81%; ruas e espaços públicos: 75%; escolas/faculdades: 77%; trabalho: 74%; transporte público: 70%; hospitais e postos de saúde: 65%; local onde mora: 57% e; ambiente familiar: 37%

Outros índices

Para 54% dos moradores da Capital, as manifestações pedindo o fim da violência policial provocaram maior conscientização sobre o racismo.

No caso de empresas de entrega por aplicativo, 90% dos entrevistados acreditam que grandes empresas precisam se envolver para prevenir e assegurar um ambiente antirracista. Entre a população preta e parda, o índice sobe para 93%.

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