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A Polícia Civil investiga o caso
A Polícia Civil investiga o caso
Foto: Reprodução/Redes Sociais

Mulher é presa por homofobia, lesão corporal e injúria racial após discussão em padaria

Vídeo que circula nas redes sociais mostra o momento em Lidiane Brandão, de 45 anos, agride um funcionário e um dos clientes; mulher vai responder em liberdade

Na última sexta-feira (20), uma mulher foi presa em flagrante por injúria racial, lesão corporal e homofobia contra funcionários e clientes de uma padaria na zona oeste da Capital. Um vídeo que circula nas redes sociais mostra o momento em Lidiane Brandão, de 45 anos, agride um funcionário e um dos clientes. A agressora foi liberada horas depois pela Justiça para cumprir prisão domiciliar.

“Ela já agrediu, ela já desmoralizou. Ela já foi racista, já foi transfóbica, já foi homofóbica, e ela ainda consegue entrar dentro do estabelecimento”, diz um rapaz no vídeo.

Nas imagens, Lidiane diz para uma funcionária que ela “ainda trabalha na Dona Deôla. Você não é a rainha da Inglaterra”.

“Então aqui é uma padaria gay?. Eu não tô falando p***** nenhuma. Seu f**** da p****”, rebate Lidiane. Em seguida, a mulher agride o rapaz. Assista:

Após duas vítimas registrarem boletim de ocorrência contra Lidiane no 91º Distrito Policial, a Polícia Civil começou a investigar o caso.

A padaria Dona Deôla lamentou o ocorrido em uma de suas unidades. "Lamentavelmente, na noite de ontem [sexta-feira, 20 de novembro], funcionários e clientes da nossa padaria na Pompeia foram alvo de ofensas racistas, homofóbicas e transfóbicas, que podem inclusive configurar crime. Por isso, seguindo a orientação que lhes foi dada, a nossa equipe acionou a polícia para que as providências fossem tomadas. A Dona Deôla se solidariza com as vítimas desse ato repugnante e se coloca à disposição para prestar toda a assistência necessária. Reiteramos o nosso repúdio a qualquer tipo de discriminação e o nosso compromisso com a proteção e o bem estar de nossos funcionários e clientes", dizia a nota.

Boletim de ocorrência

De acordo com informações obtidas pelo “G1”, os jovens disseram no boletim de ocorrência que foram jantar na padaria. O vídeo começou a ser gravado por eles após a agressora começar a ofender uma garçonete e um funcionário "em razão de um problema com a comida".

As vítimas dizem que chamaram a atenção de Lidiane e disseram que ela "não tinha o direito de ofender" os funcionários. Em seguida, relatam, ela passou a ofendê-los, dizendo que os "gays seriam o mal do mundo e que seriam todos aidéticos e que só serviam para passar doenças".

A Polícia ouviu dois funcionários da padaria, que confirmaram que "presenciaram as ofensas raciais e homofóbicas, o discurso discriminatório em razão da sexualidade das vítimas e as agressões praticadas" por Lidiane contra um dos clientes.

Transtorno

Procurada pela reportagem do "G1", Lidiane disse que tem depressão. “Esse problema de depressão é genético, é grave, não é uma depressãozinha, entendeu? É uma depressão para o resto da vida, é bipolaridade. É uma coisa complicada, é complexo”, disse.

Por decisão da Justiça, Lidiane vai responder pelos crimes em liberdade.

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