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Garis e outros profissionais da limpeza urbana fazem ato no centro de São Paulo
Garis e outros profissionais da limpeza urbana fazem ato no centro de São Paulo
Foto: Reprodução

Garis entram em greve em São Paulo por direito a vacinação

Sindicatos argumentam que grupos estão entre os mais expostos, já que o serviço não é interrompido mesmo nos momentos mais críticos da pandemia

Os trabalhadores da limpeza urbana da cidade de São Paulo entraram em greve nesta terça-feira em protesto contra a falta da inclusão em grupos prioritários da categoria na vacinação contra a Covid-19. O grupo inclui as equipes de varrição das ruas, de recolhimento de resíduos e os motoristas de caminhões de coleta.

Pela manhã, profissionais do setor fizeram atos no centro de São Paulo. Os integrantes dos sindicatos que representam os motoristas da limpeza urbana argumentam que estão entre os grupos mais expostos ao risco de contágio pelo novo coronavírus, na medida em que o serviço não é interrompido em nenhum momento da pandemia, mesmo nos mais críticos.

De acordo com o Siemaco, sindicato que representa os trabalhadores da limpeza urbana na Capital, e o STERIIISP, sindicato dos motoristas da limpeza urbana, já foram protocolados diversos pedidos por prioridade na imunização ao governo do Estado, à Prefeitura de São Paulo, à Câmara Municipal e à Autoridade Municipal de Limpeza Urbana (Amlurb), mas que não obtiveram qualquer resposta.

Em nota, enviada ao portal “G1”, a Prefeitura de São Paulo diz que em março imunizou todos os coletores e profissionais que trabalham com Resíduos de Saúde (RSS), por considerá-los mais vulneráveis, e que dialoga com o Siemaco e com o governo do Estado para ampliar a vacinação para os profissionais da limpeza urbana.

A gestão municipal também afirma que a abertura de novos grupos depende da chegada de novas doses de vacina, enviadas pelo Ministério da Saúde e que segue os calendários definidos pelo Programa Nacional de Imunização (PNI) e pelo Programa Estadual de Imunização.

Também em nota, a Amlurb diz que não foi notificada formalmente sobre a greve, e que, por se tratar de um serviço essencial, foi desrespeitada a lei geral de greve, que determina a comunicação com 72 horas de antecedência sobre qualquer paralisação, além da manutenção de ao menos parte da equipe no serviço.

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