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OBRA SEM FIM

Gestão Covas prorroga novamente entrega de obras no Anhangabaú

Responsável pela obra terá até 31 de janeiro para finalizar a reforma; prefeitura diz que decisão se deu pelo agravamento de casos da Covid-19

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Obra tinha sido prometida inicialmente para junho do ano passado / / Bruno Escolástico/Photo Press/Folhapress

A gestão Bruno Covas (PSDB) prorrogou por mais 30 dias o prazo de execução do contrato da obra de reforma do Vale do Anhangabaú, no centro de São Paulo, que tinha sido prometido inicialmente para junho de 2020 e, depois, para 29 de dezembro do mesmo ano.

Segundo o Diário Oficial, o responsável pela obra, o Consórcio Central, terá até 31 de janeiro para finalizar a reforma. A obra foi orçada inicialmente em R$ 80 milhões, mas já chegou aos R$ 105 milhões. Em dezembro passado, a Prefeitura de São Paulo homologou a concessão do Anhangabaú por R$ 6,5 milhões a um consórcio formado por duas empresas (leia mais abaixo).

Em nota enviada à Gazeta, após contato da reportagem, a prefeitura afirmou que o Vale do Anhangabaú permanecerá fechado devido ao agravamento do número de casos de pessoas infectadas pela Covid-19. “A prorrogação do contrato foi necessária para dar continuidade à operação assistida”, finalizou a nota.

O último anúncio de atraso de entrega do trabalho, em setembro último, se deu também pela pandemia da Covid-19, segundo carta enviada pela construtora responsável pela obra ao prefeito Bruno Covas. De acordo com a mensagem, a pandemia teria causado o afastamento de parte da equipe.

"A necessidade de diversas alterações no projeto para que se pudesse adequar as inúmeras interferências, tanto com as redes de telecomunicações, quanto as concessionárias de água, esgoto, gás e energia elétrica, acarretaram a necessidade de novo planejamento de obra e prorrogação das datas finais para diversos serviços, especialmente o piso", dizia a carta.

Concessão
Após negar o recurso de um dos consórcios perdedores, a Prefeitura de São Paulo homologou em 2 de dezembro a concessão do Vale do Anhangabaú por 10 anos por R$ 6,5 milhões. A gestão municipal ainda convocou os responsáveis pela proposta vencedora para a assinatura do contrato em até 30 dias.

O consórcio que assumirá o vale é formado pela empresa G2P Partners (antiga Von Glehn, Gobbo & Partner), especializada em Parcerias Público-Privadas (PPPs), e a Gmcom Eventos e Projetos Especiais (Grupo Maringá de Comunicação).

O custo estimado do contrato por 10 anos, que inclui outras praças e equipamentos do entorno, é avaliado em R$ 49,2 milhões, o que inclui despesas, investimentos e outorgas.

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