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Prefeitura foi avisada de risco em viaduto da Marginal

DER alertou sobre fissuras em estrutura da Marginal do Pinheiros 3 meses antes de acidente, após inspeção visual na área

Bruno Hoffmann

Publicado em 08/02/2019 às 01:00

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O ofício tinha uma lista com os problemas, como desvios, fissuras e armaduras expostas / /Carlos Nardi / WPP/Folhapress

A gestão Bruno Covas (PSDB) foi avisada, três meses antes do desmoronamento, que o viaduto da Marginal do Pinheiros tinha danos em seus pilares e nas estruturas de concreto. A prefeitura não adotou, porém, medidas para consertá-lo antes do acidente. A estrutura veio abaixo em 15 de novembro do ano passado, bloqueando a pista expressa da Marginal e criando complicações no trânsito que vão durar ao menos até maio, prazo previsto para o fim das obras no local.

O aviso foi dado pelo Departamento de Estradas de Rodagem (DER), órgão da Secretaria Estadual dos Transportes, após inspeção visual na estrutura. Ofício assinado pelo superintendente do DER, Raphael do Amaral Campos Júnior, e endereçado ao secretário municipal de Infraestrutura Urbana e Obras, Vitor Aly, solicitou "providências no sentido de intervir" no viaduto, de forma a que "tenha as adequadas condições de segurança".

O ofício, de 1º de agosto, tinha uma lista com os problemas: "excentricidades (desvios) nos apoios com juntas de dilatação", "fissuras nas cabeças de alguns pilares" e "concreto desagregado e com armaduras expostas".

Para especialistas ouvidos pelo jornal "Estado", era um alerta a ser observado.

O ofício já havia sido juntado pelo Ministério Público Estadual ao inquérito que apura o desabamento. O promotor Marcelo Milani diz que convocou o prefeito Covas para uma audiência, mas não obteve resposta. Convocou também o secretário Aly, que prestou depoimento na quinta-feira passada.

Por meio de nota, a prefeitura da cidade de São Paulo informou que "Aly compareceu ao MP, representando a prefeitura, que permanece à disposição para quaisquer esclarecimentos que os procuradores (promotores) julguem necessários", sem citar diretamente a ausência do prefeito. (EC)

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