40 anos da obra prima ‘The Queen is Dead’ da banda The Smiths

A história do The Smiths, do clássico álbum The Queen Is Dead, da parceria entre Morrissey e Johnny Marr e das polêmicas que marcaram a banda

Em junho de 1986, um dos discos mais emblemáticos da história foi lançado pela banda inglesa The Smiths, o genial The Queen Is Dead. Foto: Divulgação

A genialidade e as tretas de Morrissey e Johnny Marr.

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Em junho de 1986, um dos discos mais emblemáticos da história foi lançado pela banda inglesa The Smiths, o genial The Queen Is Dead.

Eu me lembro de comprar esse vinil numa loja, por indicação de um amigo de colégio.

Nessa época a gente se reunia do pátio, no intervalo e levava os discos que gostávamos, para os amigos descobrirem novos artistas.

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Foi assim que bandas como Beastie Boys, Sepultura, The Cure, Sigue Sigue Sputnik e mesmo os The Smiths chegaram ao meu conhecimento.

Morrisey e Johnny Marr fizeram sem dúvida uma das duplas mais prolíficas do indie rock e produziram muitos sucessos juntos em pouco tempo.

Nesse terceiro álbum de estúdio da banda, estão os hits mundiais The Boy With The Thorn Is His Side, Bigmouth Strikes Again e a polêmica There Is a Light That Never Goes Out, hoje a música mais emblemática da banda.

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A guitarra cirúrgica de Marr se juntou as letras melódicas, dramáticas e exageradas de Morrisey e juntos fizeram refrões que diziam “e se um ônibus de dois andares bater em nós… morrer ao seu lado… é uma maneira celestial de morrer” ou “doçura, eu só estava brincando… quando disse… eu gostaria de quebrar todos os dentes de sua cabeça”. Macabro, não?

The Queen Is Dead, quase se chamou Margaret On The Guillioutine, por sugestão de Morrissey, mas obviamente a gravadora não deixou. Rs.
E também quase não teve a foto de Alain Delon no filme “Terei o Direito de Matar?”, de 1964, na capa.
O ator só liberou sua imagem depois de receber uma carta entusiasmada, escrita a próprio punho por Morrisey.

The Smiths influenciou muita gente, como Oasis, Blur, Radiohead e ajudou a definir o rock independente.

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No Brasil, toda uma geração de bandas também bebeu nessa fonte, como Capital Inicial, Ira!, Los Hermanos e a mais famosa de todas, Legião Urbana.

Renato Russo chegou a levar os discos do The Smiths para a gravação de “Dois” e disse ao produtor Liminha que esse era o som que queriam replicar.

No começo da Legião, Russo era “acusado” de ter a voz de Jerry Adriani e os trejeitos de Morrisey no palco.

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Mas em agosto de 87, acabou-se o que era doce.
Johnny Marr saiu da banda alegando desgaste e decretando o fim do The Smiths que durou apenas 5 anos.

De lá pra cá, a trajetória dos gênios Marr e Morrisey foi de muito sucesso em suas carreiras solos e também de muita treta.

Além de farpas trocadas entre eles e muitos rumores infundados de uma volta da banda, Morrisey brigou com o mundo, quase que literalmente.

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A lista de desafetos é imensa e incluem Elton John, o cozinheiro Jamie Oliver, a Família Real Inglesa, o povo chinês e a mais famosa de todas, o vocalista do The Cure, Robert Smith.

Mas foi com seu público pagante que Morrisey mais brigou, cancelando turnês inteiras na América Latina em cima da hora, deixando todo mundo no prejuízo.

Só no Brasil, foram quatro cancelamentos de shows e muita dor de cabeça.

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Você pode matar a saudade da banda The Smiths esse ano em duas oportunidades.

No show tributo Experience The Smyths , que acontece nesse sábado 08/08 e também com a volta de Johnny Marr ao Brasil depois de 11 anos, em 24 de novembro. Ambos os shows acontecem no Tokio Marine Hall e estão com ingressos à venda.

Programe-se e boa diversão.